A Justiça de São Paulo aprovou o plano que o Corinthians apresentou para o pagamento de aproximadamente R$ 450 milhões em dívidas por meio do Regime Centralizado de Execuções (RCE). A homologação ocorreu na última terça-feira (20), após um processo que se estendeu por mais de um ano. O acordo estabelece prazo de dez anos para quitação das dívidas e início dos pagamentos em março.
No começo das negociações, o Corinthians informou que o plano englobava R$ 367 milhões. Com a inclusão de juros, correções monetárias e novos credores, o valor total foi ampliado para os R$ 450 milhões atuais. Desse montante, cerca de R$ 200 milhões já tramitavam em ações de execução na Justiça.
As dívidas incluídas no regime envolvem compromissos com empresários, fornecedores e atletas, especialmente valores relacionados a direitos de imagem. O plano não abrange débitos tributários nem o financiamento da Neo Química Arena junto à Caixa Econômica Federal.
O cronograma de pagamentos prevê percentuais progressivos das receitas recorrentes do clube. No primeiro ano, o Corinthians destinará 4% dessas receitas ao plano. No segundo ano, o percentual subirá para 5%. A partir do terceiro ano, o índice será de 6% até o fim do acordo.
Os advogados Elias Mubarak e Júlio Mandel conduziram o pedido desde o início. Conselheiros e dirigentes também participaram das discussões e da formalização do plano. Com a adesão ao RCE, o Corinthians busca encerrar bloqueios judiciais frequentes em contas bancárias. A direção entende que o modelo permitirá maior controle financeiro e organização dos compromissos. Atualmente, a dívida total do clube ultrapassa R$ 2,7 bilhões.
Siga nosso conteúdo nas redes sociais: Bluesky, Threads, Twitter, Instagram e Facebook.