Corinthians fracassa em meta de vendas e mira receita de 2027

O Alvinegro se frustrou sobretudo com o desfecho das tratativas por André e Breno Bidon, que não chegaram aos respectivos acordos na janela

13 set 2026 - 11h19
(atualizado às 11h19)
Resumo
Sem concretizar vendas nesta janela após o fracasso nas negociações de André e Breno Bidon, o Corinthians não atingiu a meta de R$ 148 milhões. Com um déficit de R$ 246 milhões no primeiro semestre de 2026, o clube agora estuda antecipar até 30% das receitas de 2027 para aliviar o caixa. O único alento foi a manutenção do elenco para a disputa da Libertadores, fator crucial diante do transfer ban que impede novas contratações.
Breno Bidon esteve no radar dos times da Europa –
Breno Bidon esteve no radar dos times da Europa –
Foto: Rodrigo Coca/Agência SCCP / Jogada10

A janela de transferências ficou bem aquém das expectativas e terminou sem que o Corinthians concretizasse nenhuma venda. Com projeção de levantar 25 milhões de euros líquidos (cerca de R$ 148 milhões) com negociações neste segundo semestre, o Alvinegro se frustrou sobretudo com o desfecho das tratativas por André e Breno Bidon, que não chegaram aos respectivos acordos.

Para além da frustração, a ausência da receita pesa um momento financeiro extremamente delicado. Isso porque o déficit do Corinthians alcançou R$ 246 milhões no primeiro semestre de 2026, e a Diretoria Financeira agora estuda formas de repor parte do que estava previsto no orçamento. Neste contexto, a antecipação de até 30% do projetado para 2027 passou a figurar como uma das alternativas analisadas pela pasta.

Publicidade

A diretoria, em contrapartida, vê a manutenção do elenco como saldo positivo. Até porque o Alvinegro está impedido de realizar contratações devido aos transfer bans em vigor e, por isso, a permanência de jogadores importantes é vista como uma maneira de preservar a equipe para sequência da temporada. O Timão, por exemplo, ainda está vivo na Libertadores.

Breno Bidon esteve no radar dos times da Europa –
Foto: Rodrigo Coca/Agência SCCP / Jogada10

Previsão do Corinthians para o mercado

O orçamento de 2026 previa R$ 151 milhões em receitas com repasses de direitos federativos e valores do mecanismo de solidariedade da Fifa. Até junho, porém, o clube havia arrecadado apenas R$ 2,978 milhões dessa projeção.

Para a primeira janela, por exemplo, a previsão original trabalhava com números de aproximadamente R$ 75 milhões, considerando a negociação de direitos federativos até março. Como o clube não concluiu nenhuma tratativa no período, a cúpula alvinegra elevou a expectativa para 25 milhões de euros líquidos na janela seguinte, essa última. 

Entendeu-se, portanto, que entre o período de fechamento da primeira janela à abertura da última, o clube optou por priorizar o desempenho esportivo. Acontece que o Timão também não concretizou vendas neste segundo semestre.

Publicidade

André e Bidon

André esteve perto de deixar o clube após o Nottingham Forest apresentar uma oferta de 12 milhões de euros (R$ 72 milhões), mas a diretoria corintiana pretendia receber 15 milhões de libras (cerca de R$ 105 milhões), além de 6 milhões de libras (R$ 40 milhões) em bônus. Diante da diferença entre as condições, os ingleses não fizeram uma nova proposta.

Breno Bidon também entrou no radar de um clube europeu, com proposta do Besiktas. A diretoria turca sinalizou com 18 milhões de euros (cerca de R$ 107 milhões), sendo 12 milhões de euros à vista e outros 6 milhões parcelados. A negociação, porém, não foi formalizada. Sem oferta concreta até o dia anterior ao encerramento da janela na Turquia, o empresário do atleta encerrou as tratativas.

Siga nosso conteúdo nas redes sociais: Bluesky, Threads,  Twitter, Instagram e Facebook.

Fique por dentro das principais notícias de Futebol
Ativar notificações