O Corinthians está perto de encerrar um impasse financeiro com o Talleres, da Argentina, envolvendo a contratação do meia Rodrigo Garro. As diretorias dos dois clubes negociam um acordo para quitar uma dívida de R$ 23,35 milhões, valor já acrescido de juros.
A solução pode ser decidida nos próximos dias e evitar uma nova punição esportiva ao Timão. Aliás, o presidente do Talleres, Andrés Fassi, confirmou que as conversas avançaram e demonstrou otimismo com o desfecho positivo das tratativas. Em entrevista ao portal "ge", o dirigente destacou a postura adotada pela atual diretoria corintiana, liderada por Osmar Stabile.
"Falta pouco. Esperamos que tudo possa ser assinado em breve e que se encontre uma solução. Quando, no futebol, há líderes e clubes com palavra, com valores, temos que nos ajudar", disse Fassi.
"Talleres e Corinthians estão prestes a resolver um conflito de longa data. Excelente relação com o Corinthians, explorando todas as vias para encontrar uma solução. Ambos os clubes estão em busca de fazer a sua parte para chegar a um acordo", acrescentou.
As negociações ganharam força recentemente após Stabile viajar até a Argentina para se reunir pessoalmente com Fassi. Aliás, durante o encontro, realizado na residência do dirigente do Talleres, o presidente do Corinthians apresentou uma proposta de pagamento à vista com desconto sobre o valor total da dívida.
A novela Garro, Corinthians e Talleres
A novela da transferência de Garro já dura há mais de um dois anos. O clube argentino alegava ter direito a receber US$ 612 mil referentes a custos operacionais e impostos relacionados à transação. Já o Corinthians contestava a obrigação de arcar com essa quantia.
A divergência provocou atrasos no processo de regularização do meia no começo de 2024. Na ocasião, o clube paulista havia desembolsado inicialmente 4 milhões de dólares (R$ 22 milhões) pela contratação, enquanto o Talleres recorreu à Fifa para cobrar cerca de 3 milhões de dólares (R$ 16 milhões) referentes a parcelas futuras do acordo.
Após análise do caso, a entidade máxima do futebol determinou que o Corinthians deveria pagar 3,6 milhões de dólares (R$ 19,46 milhões), acrescidos de juros anuais de 18%. Além disso, acabou sendo aplicada uma multa adicional de um pouco mais de 720 mil dólares (R$ 3,89 milhões).
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