A Fifa confirmou a equipe feminina do Corinthians na Copa do Mundo de Clubes de 2028, graças ao tri na Libertadores. Nos bastidores do futebol masculino, Memphis Depay vive fase ruim, lesão na coxa e isolamento no elenco após renovar contrato até 2028. Fora de campo, o clube foi condenado pela Justiça do Trabalho a pagar cerca de R$ 59 mil por danos morais a um ex-analista de tecnologia, exposto indevidamente e retaliado após auditoria interna sobre materiais esportivos.
Sabemos que nem sempre é possível acompanhar tudo o que acontece com o Corinthians ao longo do dia. Pensando nisso, nossa equipe preparou um resumo com as informações mais recentes envolvendo o Timão, para que você fique por dentro dos principais acontecimentos. Confira abaixo.
Fifa confirma Corinthians em nova competição
A Fifa confirmou, na última quinta-feira (22), a participação do Corinthians na primeira edição da Copa do Mundo de Clubes Feminina. O torneio será realizado nos Estados Unidos, entre os dias 5 e 30 de janeiro de 2028, reunindo 19 equipes das seis confederações continentais. As Brabas estão entre os sete primeiros times classificados para a competição internacional.
A vaga foi garantida graças ao desempenho do Corinthians na Libertadores Feminina, competição conquistada pelo clube em 2023, 2024 e 2025. Além da equipe brasileira, Arsenal, Barcelona, América do México, Gotham FC, Naegohyang e Wuhan Jiangda também estão confirmados. Outras 12 vagas ainda serão preenchidas até a realização do torneio.
A América do Sul terá três representantes, mesma quantidade destinada à Ásia, África e Concacaf. A Europa contará com seis participantes, enquanto a Oceania terá uma vaga. Os critérios de classificação envolvem títulos continentais e rankings de clubes.
Fora da Europa, não haverá limite de equipes por país, permitindo que outros brasileiros também participem da competição.
Memphis Depay está isolado no Corinthians, aponta emissora
Memphis Depay enfrenta um momento delicado nos bastidores do Corinthians. Uma reportagem da ESPN, divulgada na sexta-feira (23), revelou que o atacante estaria isolado de parte dos companheiros de elenco. A situação teria sido percebida pelo ex-técnico Fernando Diniz e também chamou a atenção de Clarence Seedorf, que assumiu recentemente o comando da equipe paulista.
O distanciamento ganhou força após as negociações para a renovação contratual do jogador, concluídas em agosto, quando o vínculo foi ampliado até julho de 2028.
Alguns atletas e funcionários passaram a chamar o holandês de "Mickey", apelido relacionado à percepção de que ele recebe tratamento privilegiado e maior protagonismo dentro do clube. As divergências aumentaram em meio às discussões sobre sua permanência.
Dentro de campo, Memphis também atravessa uma fase de baixo rendimento, com um gol e duas assistências em 23 partidas na temporada. O atacante sofreu um edema muscular na parte posterior da coxa direita e desfalcou o Corinthians na derrota para o Vasco, neste sábado (24), em São Januário. A expectativa é de que Memphis retome as atividades no CT na próxima semana.
Corinthians é condenado a indenizar ex-funcionário
O Corinthians sofreu uma condenação na Justiça do Trabalho envolvendo um ex-funcionário do departamento de tecnologia. A 78ª Vara do Trabalho de São Paulo determinou o pagamento de R$ 59.110 por danos morais a Luiz Fernando Monteiro de Moraes. A decisão, assinada pela juíza Angela Favaro Ribas, está relacionada aos acontecimentos envolvendo uma auditoria interna sobre o controle de materiais fornecidos pela Nike.
O ex-analista prestou apoio técnico à investigação, explicando o funcionamento do sistema de controle de estoque, mas não participou da elaboração do relatório final. Mesmo assim, seu nome apareceu no documento encaminhado ao presidente Osmar Stabile como se tivesse responsabilidade pela auditoria. Em novembro de 2025, Luiz Fernando esclareceu a situação ao vice-presidente Armando Mendonça, que posteriormente divulgou sua identidade e o conteúdo da mensagem à imprensa. A magistrada considerou que a exposição prejudicou a imagem do trabalhador.
Após o episódio, o funcionário foi afastado das atividades, perdeu uma promoção salarial previamente aprovada e acabou demitido. A Justiça entendeu que essas medidas configuraram retaliação. Além da indenização, a sentença reconheceu 14 horas extras semanais não registradas e determinou a devolução de descontos realizados na rescisão.
A ação, inicialmente avaliada em R$ 224.854,92, foi julgada parcialmente procedente, com outros pedidos rejeitados. O ex-funcionário também recebeu multa por litigância de má-fé, enquanto os valores definitivos da condenação ainda dependem de cálculos.