É pau, é pedra, é o Juventud Las Piedras… É o Hulk saindo, é o Barba perdido, é o Bracks pronunciando, é a torcida endoidando. Deixe-me, Galo. Só quero xingar sozinho e tomar minha dipirona.
É guerra de narrativa no microfone. Um time desalmado em campo.
O avião tá caindo, mas é só turbulência, "vocês estão exagerando". O torcedor teima e insiste, mas a segurança que dita a regra: "grite baixinho", ou vamos te conduzir, sem ar, para outro lugar.
É um monte de gente vestindo a camisa do Galo, infiltrados, desalmados, alheios, nem aí, mas, se fizerem um jogo mais ou menos, a letrinha está pronta: "tá vendo, aqui só tem homem, a resposta está aí, tem muita mentira sendo dita."
É úlcera, gastrite, enxaqueca e vergonha. Os caras que se vestem de Galo atualmente, do topo da administração ao gramado, estão permitindo a mutação genética da torcida mais apaixonada do Brasil. A Massa está pegando a raiva e transformando, perigosamente, em indiferença, e é aí que mora o rompimento mais caro para a sua história.
Hoje não dá para vender ilusões. Há uma clareza única de que tentaram mudar o comportamento de um povo, e este corpo até que fica, mas a alma e o gostar gratuito estão indo embora.
Ai, meu Galo…
O Galo que resta hoje é, mais uma vez, uma caixa de sapato cheia de fotos e recortes de jornal que tem resquícios do Atlético eternamente endividado, mas que nunca esteve longe do seu povo e do moço que não tinha um puto no bolso. Só que ele estava lá, apoiando e pulando, com um tropeiro na mão, vivendo essa doce ilusão.
Tô querendo brigar com ninguém, não. Só quero xingar sozinho, mesmo. Vou tomar uma dipirona e falar pouco para não passar energia ruim para mais ninguém.
Galo, som, sol e sal é fundamental
Siga nosso conteúdo nas redes sociais: Bluesky, Threads, Twitter, Instagram e Facebook.