O presidente e CEO da Fórmula 1, Stefano Domenicali, pediu "correções" nos novos regulamentos em vigor nesta temporada, especialmente em relação aos motores híbridos, cujo gerenciamento de potência elétrica tem dividido os pilotos da categoria.
"As discussões que vêm acontecendo há vários meses com a Federação Internacional de Automobilismo, as equipes e os pilotos estão indo na direção certa. Haverá reuniões esta semana e na próxima, antes do Grande Prêmio de Miami, para avaliar o que pode ser feito para melhorar ou modificar a situação", explicou o italiano ao Autosport.
Domenicali defendeu que, até a próxima etapa da categoria, no fim de semana de 1º de maio, a FIA "anuncie as mudanças que serão feitas", tanto na classificação quanto nas corridas, a fim de "garantir que algumas preocupações levantadas pelos pilotos sejam atendidas".
Com o objetivo de incentivar as ultrapassagens e aumentar o espetáculo, a F1 promoveu a introdução dos motores híbridos. No entanto, o grave acidente em Suzuka envolvendo Oliver Bearman, da Haas, reacendeu as críticas do paddock sobre as diferenças significativas de velocidade entre os carros e a complexa gestão de potência elétrica.
Os monopostos contam com um modo de "ultrapassagem" e um botão de "boost", que fornece um impulso extra de energia elétrica durante as tentativas de ultrapassagem. No entanto, isso pode levar ao esgotamento da bateria, fazendo com que o piloto perca velocidade e se torne vulnerável ao ser ultrapassado, especialmente durante as frenagens, enquanto o sistema recarrega.
A FIA já promoveu alterações durante a classificação no Japão e está aproveitando o cancelamento das corridas no Bahrein e na Arábia Saudita, em abril, devido à guerra no Oriente Médio, para discutir possíveis mudanças no regulamento. .