Dois integrantes da Cearamor, torcida organizada do Ceará SC, foram presos sob suspeita de envolvimento no atentado contra a filha do presidente do clube, João Paulo Silva. Na última quinta-feira, 25, o dirigente revelou que a menina recebeu uma bomba escondida em uma caixa de chocolates.
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De acordo com a Polícia Civil do Estado do Ceará, os suspeitos, que não tiveram as identidades divulgadas, foram presos preventivamente na última terça-feira, 30, em Fortaleza (CE). Agora, as autoridades trabalham para identificar os financiadores e articuladores do ato criminoso.
Na ocasião, a filha de João Paulo Silva recebeu uma caixa com flores e chocolates. Dentro de uma caixa de bombons, os criminosos esconderam um artefato explosivo e uma carta com os dizeres 'Fora JP' e 'safado', endereçada ao presidente do clube.
“Isso é algo totalmente inadmissível e que ultrapassa qualquer limite, envolvendo a integridade física até mesmo de minha filha", disse João Paulo. Segundo ele, a filha teve um ataque de pânico após receber o conteúdo.
A Polícia Civil também pediu a prisão preventiva de um terceiro suspeito, além da quebra de sigilo telefônico após a apreensão dos telefones celulares dos criminosos.
A investigação aponta que o grupo criminoso, composto por integrantes da Cearamor, agiu de maneira coordenada e com divisão de tarefas. No crime, foram usadas duas motocicletas com placas encobertas para tentar dificultar a identificação.
A ameaça aconteceu em meio a um contexto de pressão política no clube de Fortaleza, com manifestações da oposição e de torcedores contra o mandato de João Paulo.