O duelo entre Brasil e Escócia, nesta quarta-feira (24/6), pela Copa do Mundo, terá um reencontro de velhos conhecidos em lados opostos. O goleiro Alisson e o lateral Andrew Robertson voltam a se enfrentar depois de oito temporadas juntos no Liverpool, onde construíram uma parceria vitoriosa e conquistaram uma Champions League e duas Premier Leagues.
Agora adversários, os dois chegam ao confronto em momentos decisivos. E Robertson não escondeu a admiração pelo ex-companheiro ao comentar o desafio de enfrentar o goleiro da Seleção Brasileira.
"Eu treino com ele há oito anos e provavelmente consigo contar em uma só mão quantos gols fiz nele nos treinos, então com certeza eu não descobri o segredo (para superá-lo)", em coletiva de imprensa, nesta terça-feira (23/6).
O capitão escocês foi além e classificou Alisson como um dos melhores do mundo na posição, destacando a consistência do brasileiro ao longo dos anos no futebol inglês.
"O melhor goleiro do mundo. Eu tive muita sorte de jogar com o Ali nos últimos oito anos e, nos momentos mais difíceis, o Ali sempre esteve lá por nós, mesmo quando nossa defesa não estava em seu melhor momento (…) Espero que busque a bola no fundo da rede talvez algumas vezes amanhã, mais do que eu estou acostumado", afirmou.
Escócia precisa melhorar ofensivamente
A Escócia chega à última rodada da fase de grupos ainda viva na briga por uma vaga no mata-mata. Até aqui, a campanha soma uma vitória sobre o Haiti e uma derrota para Marrocos. Assim, mantém a equipe dependendo de um bom resultado diante do Brasil.
Contudo, apesar da confiança no sistema defensivo, Robertson reconheceu que a seleção precisa evoluir ofensivamente para competir em alto nível contra a equipe de Carlo Ancelotti.
" Acho que defensivamente, nos dois primeiros jogos da fase de grupos, nós provavelmente fomos melhores do que atacando. Talvez não tenhamos criado tantas chances e coisas assim, e estamos trabalhando muito duro para tentar fazer isso porque sabemos que precisamos fazer gols. Não podemos passar 90 minutos apenas defendendo e sem a bola. Então temos que bolar um plano também para conseguir reter a bola e criar nossas próprias chances, e é para isso que estamos trabalhando. Tomara que amanhã à noite a gente consiga juntar tudo isso", concluiu.
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