A lista de Carlo Ancelotti para os amistosos contra Japão e Singapura mostrou, mais uma vez, que o técnico está perdido e a espera de um milagre para conseguir fazer o trabalho no comando da Seleção engrenar. Ele não consegue encontrar um substituto para Alisson no gol, sabe que tem opções de sobra para a zaga, não tem laterais que convençam, um deserto de ideias no meio de campo e esperança em um ataque que ou nunca rendeu pela Seleção ou está esquecido na Europa.
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Logo na primeira pergunta, Ancelotti teve que responder o motivo de levar Endrick e Estêvão, por exemplo, que estão completamente esquecidos no Real Madrid e no Chelsea, respectivamente. A dupla tem pouquíssimos minutos em campo e passa longe de ser protagonista. Segundo o técnico italiano, eles são o futuro da Seleção, assim como Rayan e Allan, outros dois jovens atacantes que estão na lista.
Ninguém tem dúvidas do potencial desse quarteto, mas é difícil esperar que eles consigam exibir um grande futebol com o pouco tempo que a Seleção tem para trabalhar. No caso de Endrick e Estêvão, os dois chegam completamente sem confiança e pressionados a render no time nacional para não deixarem os holofotes completamente.
Além dos jovens, Raphinha e Vini Júnior são os grandes pilares da equipe de Ancelotti. O problema é que nenhum dos dois nunca jogou pela Seleção o que rendem nos clubes. No caso do camisa 7 a situação é ainda pior, a temporada dele pelo Real Madrid é muito ruim, e ele foi notícia muito mais pelas fofocas do que o futebol apresentado até agora.
As surpresas da lista ficaram por dois nomes que jogam na Ucrânia: Marlon Gomes e Alisson Santana. Difícil entender o apelo pela dupla do Shakhtar Donetsk quando não se testa Matheus Pereira, do Cruzeiro, e Gabigol, do Santos. Não tem desculpa de chamar apenas um jogador por clube que justifique essa escolha.
No caso do artilheiro santista, ele não aparecia nem na lista larga. Ou seja, ele não estava nos planos, o que é uma grande injustiça. Não sou a maior fã de Gabigol, mas, no atual momento, não tem como negar que o momento dele é melhor que de Pedro, do Flamengo, que ficou fora pelo acordo de não convocar atletas do rubro-negro e do Palmeiras, e do próprio Endrick.
Ancelotti está cada vez mais brasileiro, mesmo que hoje tenha chamado atenção a dificuldade maior dele para entender as perguntas dos jornalistas. É cada vez mais mística, menos tática e estratégia. Que os deuses do futebol nos protejam!