Em estreia desanimadora do novo ciclo sob o comando de Carlo Ancelotti, a Seleção Brasileira teve péssima atuação e apenas empatou no último minuto contra a limitada Austrália, com gol de Rayan. O ataque e o meio-campo foram inoperantes, com raros lampejos individuais, enquanto a defesa sofreu quando exigida. Além da passividade tática do treinador, o fraco desempenho evidenciou a carência de talentos no elenco para a renovação após a eliminação precoce no último Mundial.
O primeiro amistoso da Seleção Brasileira no novo ciclo foi um show de horrores. Sem a menor inspiração, o time comandado por Carlo Ancelotti teve uma péssima atuação, mas conseguiu arrancar um empate com a Austrália no último minuto, gol de Rayan, que entrara um pouco antes.
A equipe canarinho não se encontrou em nenhum momento da partida. Nada funcionou, mesmo diante de um adversário limitado tecnicamente, apesar de muito bem arrumado pelo treinador e de ter mantido a base que disputou a Copa do Mundo.
Dos jogadores que começaram o duelo, um leve destaque para Estêvão, que pelo menos não se escondeu do jogo. Já Raphinha, Vini Jr e Endrick não viram a cor da bola. O meio-campo com Danilo e Bruno Guimarães também foi mal e a defesa sofreu, quando exigida.
Do banco, Ancelotti observava e não se viu nenhuma ação mais ousada para tentar melhorar o rendimento. A mesma estrutura o tempo todo, trocando peças na etapa final, o famoso seis por meia dúzia. Se a responsabilidade do treinador é maior, não se pode excluir a qualidade do elenco.
É claro que o trabalho de renovação está só começando. No entanto, uma coisa é certa: faltam grandes talentos, sobretudo no meio-campo. Se terminamos mal a Copa, eliminados pela Noruega nas oitavas, começamos o novo ciclo quase perdendo para a Austrália. Não há motivo para pânico, mas também para otimismo…
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