Haiti chega à Copa com intensidade como trunfo e sinais de alerta na bola aérea

Adversário do Brasil na fase de grupos mostrou organização, pressão alta e velocidade nos amistosos, mas ainda apresenta fragilidades defensivas

8 jun 2026 - 16h37
(atualizado às 16h37)
Haiti fez dois amistosos surpreendentes antes da Copa –
Haiti fez dois amistosos surpreendentes antes da Copa –
Foto: Fédération Haïtienne de Football/X / Jogada10

Embora seja apontado como a seleção mais acessível do Grupo C da Copa do Mundo, o Haiti chega ao torneio com motivos para acreditar em uma campanha competitiva. Nos dois amistosos que antecederam o Mundial, a equipe caribenha deixou impressões positivas, especialmente pela intensidade sem a bola e pela velocidade nas transições ofensivas.

Depois de golear a Nova Zelândia por 4 a 0, o Haiti acabou derrotado pelo Peru, treinado por Mano Menezes, por 2 a 1, na última sexta-feira (05/6). Ainda assim, o desempenho reforçou características que vêm marcando a equipe ao longo do ciclo.

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A principal delas é a objetividade. Seja em contra-ataques, recuperações de posse ou saídas diretas, os haitianos procuram atacar de forma rápida e vertical, tentando chegar ao gol adversário com poucos passes.

Além disso, a dedicação defensiva chamou atenção diante dos peruanos. Quando o adversário tentava construir desde a defesa, o Haiti adiantava suas linhas e pressionava em marcação individual, geralmente estruturada em um 4-4-2 bastante agressivo.

O comportamento dificultou a saída de bola do Peru durante vários momentos da partida e mostrou uma seleção disposta a competir fisicamente contra rivais de maior tradição.

Haiti fez dois amistosos surpreendentes antes da Copa –
Foto: Fédération Haïtienne de Football/X / Jogada10

Haiti tem fragilidade pelo alto

Apesar dos pontos positivos, os amistosos também evidenciaram problemas que podem ser explorados pelos adversários na Copa do Mundo. A principal vulnerabilidade está nas jogadas aéreas. Contra a Nova Zelândia, mesmo na vitória por 4 a 0, o Haiti sofreu em escanteios, faltas laterais e cruzamentos para a área. Em alguns momentos, os neozelandeses chegaram perto do empate antes de a equipe caribenha ampliar a vantagem.

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Outro fator observado na partida contra o Peru foi a queda de rendimento após as substituições. Durante boa parte do jogo, o Haiti competiu em igualdade e conseguiu executar seu plano de jogo. No entanto, a derrota acabou sendo construída justamente quando os reservas passaram a ocupar mais espaço em campo.

Mesmo assim, a avaliação interna é positiva. A equipe mostrou evolução, intensidade e uma identidade clara de jogo, fatores que aumentam a confiança para a disputa da Copa.

O Haiti estreia no Mundial no dia 13 de junho diante da Escócia, em confronto considerado fundamental para suas pretensões no Grupo C. Depois, enfrentará dois desafios ainda maiores: o Brasil, no dia 19, e Marrocos, em 24 de junho.

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