Embora seja apontado como a seleção mais acessível do Grupo C da Copa do Mundo, o Haiti chega ao torneio com motivos para acreditar em uma campanha competitiva. Nos dois amistosos que antecederam o Mundial, a equipe caribenha deixou impressões positivas, especialmente pela intensidade sem a bola e pela velocidade nas transições ofensivas.
Depois de golear a Nova Zelândia por 4 a 0, o Haiti acabou derrotado pelo Peru, treinado por Mano Menezes, por 2 a 1, na última sexta-feira (05/6). Ainda assim, o desempenho reforçou características que vêm marcando a equipe ao longo do ciclo.
A principal delas é a objetividade. Seja em contra-ataques, recuperações de posse ou saídas diretas, os haitianos procuram atacar de forma rápida e vertical, tentando chegar ao gol adversário com poucos passes.
Além disso, a dedicação defensiva chamou atenção diante dos peruanos. Quando o adversário tentava construir desde a defesa, o Haiti adiantava suas linhas e pressionava em marcação individual, geralmente estruturada em um 4-4-2 bastante agressivo.
O comportamento dificultou a saída de bola do Peru durante vários momentos da partida e mostrou uma seleção disposta a competir fisicamente contra rivais de maior tradição.
Haiti tem fragilidade pelo alto
Apesar dos pontos positivos, os amistosos também evidenciaram problemas que podem ser explorados pelos adversários na Copa do Mundo. A principal vulnerabilidade está nas jogadas aéreas. Contra a Nova Zelândia, mesmo na vitória por 4 a 0, o Haiti sofreu em escanteios, faltas laterais e cruzamentos para a área. Em alguns momentos, os neozelandeses chegaram perto do empate antes de a equipe caribenha ampliar a vantagem.
Outro fator observado na partida contra o Peru foi a queda de rendimento após as substituições. Durante boa parte do jogo, o Haiti competiu em igualdade e conseguiu executar seu plano de jogo. No entanto, a derrota acabou sendo construída justamente quando os reservas passaram a ocupar mais espaço em campo.
Mesmo assim, a avaliação interna é positiva. A equipe mostrou evolução, intensidade e uma identidade clara de jogo, fatores que aumentam a confiança para a disputa da Copa.
O Haiti estreia no Mundial no dia 13 de junho diante da Escócia, em confronto considerado fundamental para suas pretensões no Grupo C. Depois, enfrentará dois desafios ainda maiores: o Brasil, no dia 19, e Marrocos, em 24 de junho.
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