Grêmio amplia número de jogadores na história das Copas; veja quem já vestiu a Amarelinha

Convocação de Weverton amplia tradição gremista na Seleção Brasileira e reforça peso histórico do clube em Mundiais

19 mai 2026 - 16h51
(atualizado às 16h51)
Alcindo, o primeiro gremista a disputar uma Copa do Mundo –
Alcindo, o primeiro gremista a disputar uma Copa do Mundo –
Foto: Reprodução / Revista Futebol / Jogada10

A convocação de Weverton para a Copa do Mundo representa além de um prêmio individual ao goleiro gremista. O chamado de Carlo Ancelotti recoloca o Grêmio no centro do cenário mundial e amplia uma tradição construída há décadas na Seleção. Assim, o Tricolor Gaúcho volta a ter um atleta entre os convocados para o Mundial oito anos depois da presença de Pedro Geromel, na Rússia, em 2018.

Dessa forma, o Grêmio atingiu a marca de nove jogadores da sua história que defenderam a Seleção Brasileira em Copas enquanto atuavam pelo clube. Destes, três voltaram pra casa com a taça na mão: em 1970 e 2002. Além disso, o Tricolor Gaúcho supera o Internacional em número de atletas convocados na Copa do Mundo.

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Alcindo, o primeiro gremista a disputar uma Copa do Mundo –
Foto: Reprodução / Revista Futebol / Jogada10

1966: De promessa à figura trágica na Inglaterra

O primeiro capítulo dessa relação entre Grêmio e Copa começou em 1966, com Alcindo. O atacante desembarcou na Inglaterra cercado de expectativa após impressionar nos treinamentos da Seleção comandada por Vicente Feola. Na época, jornais destacavam sua força física, velocidade e intensidade nos trabalhos.

No entanto, uma lesão no tornozelo durante a preparação comprometeu parte do rendimento do gremista na Inglaterra. Além disso, a Seleção, que vinha de dois títulos mundiais consecutivos, sucumbiu ainda na primeira fase. Com o desfecho, a imprensa não poupou críticas ao atleta, enquanto este último acusou o médico que tratou do seu tornozelo como culpado.

Ao lado de Pelé, Carlos Alberto, Rivelino e Jairzinho, Everaldo era o gremista do “Esquadrão” de 1970 –
Foto: Reprodução / Revista do Grêmio / Jogada10

1970: Everaldo no "Esquadrão"

O lateral-esquerdo gremista Everaldo integrou a lendária Seleção tricampeã de 1970, no México, eternizando seu nome na história do futebol brasileiro. A conquista foi tão simbólica que o Grêmio passou a ostentar uma estrela dourada em sua bandeira, homenagem direta ao defensor campeão do mundo. Desse modo, o clube consolidou sua imagem como celeiro de atletas preparados para grandes competições.

Em 1967, o defensor foi convocado pela primeira vez para defender a Seleção Brasileira. Suas primeiras atuações contêm a conquista da Copa Rio Branco, no Uruguai, assegurando vaga no selecionado que, em 1969, participaria das Eliminatórias da Copa. Mais tarde, comemoraria com o "Esquadrão" o tricampeonato mundial. Infelizmente, sua vida foi tragicamente interrompida em 1974, devido a um acidente do seu carro com um caminhão. Além dele, morreu sua esposa Cleci, sua irmã Romilda e sua filha caçula Deise.

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Batista estava junto com Paulo Isidoro na nostálgica equipe de 1982 –
Foto: Reprodução / Jogada10

1982: Dupla canarinha

Nos anos 80, o protagonismo gremista seguiu forte. Batista e Paulo Isidoro participaram da histórica Seleção de Telê Santana em 1982, considerada uma das equipes mais talentosas já vistas em Copas. Enquanto Batista não atuou dentro de campo durante toda a competição, Paulo Isidoro esteve entre os 11 na "Tragédia do Sarriá", quando o Brasil perdeu para a Itália por 3 a 2, com o hat-trick de Paolo Rossi.

Tanto Telê Santana quanto Lazaroni convocaram Valdo para a Copa do Mundo em 1986 e 1990 –
Foto: Reprodução / Jogada10

1986-1990: Do banco de Santana à titular de Lazaroni

Pouco depois, Valdo representou o Imortal na Copa de 1986, no México. No entanto, o técnico Telê Santana não o colocou em campo durante a competição. O Brasil caiu nas quartas de final para a França, nos pênaltis. Por outro lado, suas atuações fizeram o então treinador Sebastião Lazaroni se lembrar do atleta no ciclo de 1990. O meia virou referência pela técnica refinada e pela capacidade de organização ofensiva. Assim, chegou a atuar na Itália como titular absoluto.

Anderson Polga e Luizão aderiram à “Família Scolari”, que trouxe o último triunfo do Brasil na Copa do Mundo –
Foto: Divulgação / CBF / Jogada10

2002: A dupla gremista do Penta

Após a atuação de Valdo em 1990, o Grêmio passou despercebido em 1994 e 1998, apesar da convocação de Rivarola para atuar na seleção paraguaia. Aliás, no elenco atual, Balbuena e Villasanti também podem ser convocados pelo Paraguai em 2026.

Com o início do novo milênio, o ciclo para 2002 reservou novas páginas históricas ao Tricolor Gaúcho. O técnico Luiz Felipe Scolari convocou Anderson Polga e Luizão, que participaram diretamente da campanha do pentacampeonato mundial, na Coreia do Sul e no Japão.

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Polga, inclusive, atuou como titular na goleada sobre a Costa Rica, na primeira fase. Já Luizão, por outro lado, teve papel decisivo nas Eliminatórias ao marcar contra a Venezuela e chegou ao Mundial como reserva de Ronaldo Fenômeno. Além disso, sofreu um pênalti que daria o gol da vitória sobre a Turquia na estreia. Em suma, o Grêmio consolidava sua relevância em diferentes gerações da Amarelinha.

Geromel esteve com a Seleção na Copa de 2018, na Rússia –
Foto: Divulgação / CBF / Jogada10

2018: Ídolo no Grêmio, mas esquecido na Rússia

Após um hiato de 12 anos sem gremistas na Seleção, Pedro Geromel, símbolo das conquistas gremistas da Libertadores em 2017, quebrou o tabu. No entanto, antes mesmo do reconhecimento consolidado, o então treinador Tite já se lembrava do zagueiro. Com a lesão de Rodrigo Caio, o "Presidente" foi chamado pela primeira vez aos 30 anos de idade em agosto de 2016.

Com as boas atuações na defesa e com o elogio dos repórteres, o zagueiro defendeu o Brasil na Rússia. No entanto, não entrou em campo durante a competição. Embora ídolo incontestável do Grêmio, é lembrado por ser um dos cinco atletas convocados a não atuar nas partidas desde a estreia contra a Suíça até a derrota para a Bélgica. Com isso, se une a Batista como o gremista que não saiu do banco.

Weverton é o mais novo convocado para defender a Amarelinha –
Foto: Reprodução/Sportv / Jogada10

2026: Weverton coloca o Grêmio de volta

Por fim, em 2026, Weverton assume esse posto vestindo a camisa tricolor. O goleiro chega valorizado após sequência pelo clube e já foi recebido com festa no CT Luiz Carvalho, cercado por homenagens dos companheiros e funcionários.

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"É uma honra representar meu país e vestir a camisa da Seleção. E representar as cores do Grêmio em uma Copa do Mundo", declarou o arqueiro após a convocação. A fala, em suma, traduz o peso simbólico do momento. Afinal, mais do que um jogador na Copa, o Grêmio volta a se enxergar dentro do principal palco do futebol mundial.

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