Brasil aposta em estratégia inédita nos bastidores para fortalecer elenco antes da Copa do Mundo

Comissão de Carlo Ancelotti ampliou cuidados com os jogadores e redefine prioridades nos bastidores da busca pelo hexacampeonato

9 jun 2026 - 20h00
(atualizado às 20h00)
Delegação da Seleção Brasileira rumo aos EUA para a Copa do Mundo
Delegação da Seleção Brasileira rumo aos EUA para a Copa do Mundo
Foto: Guilherme Ramo/Azul / Esporte News Mundo

A poucos dias da estreia na Copa do Mundo, a Seleção Brasileira intensificou uma série de medidas voltadas ao bem-estar emocional dos jogadores. A comissão técnica liderada por Carlo Ancelotti entende que o sucesso no torneio passa não apenas pelo desempenho dentro de campo, mas também pelo equilíbrio mental do elenco durante o período de concentração.

A preparação conta com uma novidade em relação às últimas edições do Mundial: a presença de uma psicóloga integrada à delegação. Marisa Santiago, especialista em Psicologia do Esporte, acompanha o grupo desde 2024 e terá papel importante ao longo da competição.

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Carlo Ancelotti destacou recentemente a relevância do aspecto emocional em uma Copa do Mundo. "Os aspectos mentais são muito importantes", afirmou o treinador.

Carlo Ancelotti, técnico da Seleção Brasileira (Photo by Wagner Meier/Getty Images)
Foto: Esporte News Mundo

Segundo matéria do ge, além do acompanhamento profissional, a CBF promoveu mudanças na estrutura do hotel que serve de base para a Seleção em Nova Jersey. O local recebeu espaços destinados ao relaxamento, leitura e momentos de isolamento, além de áreas externas com vegetação e ambientes pensados para proporcionar maior conforto aos atletas.

A ideia é minimizar os efeitos de um longo período longe de casa. Caso avance em primeiro lugar na fase de grupos, o Brasil permanecerá praticamente toda a competição no mesmo local.

Outro ponto considerado fundamental pela comissão técnica é o contato dos jogadores com familiares. As visitas serão permitidas apenas nos dias de folga, geralmente após as partidas, enquanto o restante da rotina seguirá restrito à concentração.

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Psicóloga atua no dia a dia da delegação

Em declaração ao ge, Marisa Santiago explicou que seu trabalho não envolve sessões terapêuticas tradicionais, mas sim suporte voltado ao desempenho esportivo e ao gerenciamento da pressão vivida pelos atletas.

Segundo a psicóloga, o foco está em criar um ambiente de acolhimento e oferecer ferramentas para que os jogadores consigam lidar melhor com a expectativa, as críticas e as exigências de uma competição do porte da Copa do Mundo. Os atendimentos acontecem de forma individual ou coletiva, muitas vezes após treinamentos ou em momentos de descanso da delegação.

O volante Bruno Guimarães elogiou a iniciativa e revelou que também mantém acompanhamento psicológico particular. "Ter uma pessoa como essa dentro da Seleção é importante. Tivemos trocas individuais e coletivas, e acho que foi muito positivo", afirmou o meio-campista.

Marisa Santiago, psicóloga da Seleção Brasileira
Foto: Rafael Ribeiro / CBF / Esporte News Mundo

Ausência nos últimos ciclos

A última vez que a Seleção Brasileira contou com uma profissional da área de psicologia em uma Copa do Mundo foi em 2014, quando Regina Brandão integrou a comissão técnica comandada por Luiz Felipe Scolari.

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Nas campanhas de 2018 e 2022, Tite optou por não incluir um psicólogo em sua equipe fixa, entendendo que o curto período de convivência dificultaria a criação de vínculos profundos com os atletas.

Agora, a CBF adota uma abordagem diferente e aposta no fortalecimento emocional do grupo como parte da preparação para buscar o hexacampeonato mundial.

A estreia do Brasil acontece no próximo sábado (13), diante de Marrocos. A equipe ainda terá pela frente Haiti e Escócia na fase de grupos da Copa do Mundo.

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