Davide Ancelotti explica saída do comando técnico do Botafogo: 'Não havia mais presidente'

Filho de Carlo Ancelotti passou cinco meses no clube carioca no ano passado e atualmente dirige o Lille, da França

25 jul 2026 - 15h03
(atualizado às 15h11)

O italiano Davide Ancelotti, filho do técnico da seleção brasileira, Carlo Ancelotti, voltou a chamar atenção neste sábado ao criticar a falta de liderança dentro do Botafogo durante o litígio com John Textor. O treinador comandou o clube carioca por cinco meses e deixou o cargo em dezembro do ano passado. Atualmente, ele está no Lille, da França.

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Apesar de todo o processo de desgaste ao longo de 2025 e de um afastamento em abril de 2026, John Textor deixou oficialmente o Conselho de Administração da SAF do Botafogo apenas no dia 1º de julho deste ano, encerrando o vínculo do empresário americano com a equipe carioca, que durava desde 2022.

Davide também explicou que, além dos problemas de comando, optou por deixar o projeto após saber que um de seus auxiliares, o preparador físico Luca Guerra, seria demitido. Mas, apesar dos momentos de tensão, o treinador avaliou como positiva a experiência no futebol brasileiro.

"A experiência foi boa porque, apesar de todas as dificuldades, das saídas e das lesões, tivemos bons resultados. Mas as expectativas eram grandes demais em relação a um cenário que havia mudado completamente. John Textor confiou em mim, e eu sempre serei grato por isso. Mas, depois, houve muitos conflitos, e eu fiquei muito sozinho", concluiu.

Davide Ancelotti, que foi auxiliar do pai no Brasil durante a disputa da Copa do Mundo de 2026, teve no Botafogo sua primeira experiência como técnico principal. Pelo time, comandou 32 jogos, com 14 vitórias, 11 empates e sete derrotas.

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