O Botafogo aprovou um aumento de capital na SAF com a emissão de 200 milhões de ações, somando R$ 2 milhões para recompor o caixa e honrar obrigações da recuperação judicial. Sem direito a voto e representada por advogados, a Eagle Bidco pode ter sua fatia diluída caso não exerça a compra dos papéis. Nesse cenário, o clube associativo assumirá as ações restantes e poderá repassar 90% da participação para a GDA Luma, do empresário Gabriel de Alba, que negocia a aquisição.
O Botafogo anunciou que aprovou na Assembleia Geral Extraordinária desta quinta-feira (24) o aumento de capital do clube social na SAF. A proposta debatida era pela emissão de 200 milhões em novas ações ordinárias de Classe B, totalizando um aporte de R$ 2 milhões.
"A medida tem como objetivo contribuir para a recomposição do fluxo de caixa da Companhia, considerando sua atual situação econômico-financeira e o contexto de recuperação judicial, inclusive para o cumprimento de obrigações correntes", explicou o clube por meio de um comunicado.
Caso a Eagle Bidco não venha se manifestar dentro do prazo previsto, haverá uma sobra de ações que poderão ser subscritas pelo clube associativo. Se o clube vier a incorporar todas as 200 milhões de ações, as participações da Eagle vão ser diluídas.
Durante a reunião, João Paulo Magalhães, presidente do clube associativo, votou pela aprovação da proposta, enquanto a Eagle não votou por não ter mais direito político na SAF. Por conta disso, a empresa foi representada pelo escritório Marcello Macedo Advogados na assembleia, que durou cerca de meia hora e foi concluída sem precisar de segunda chamada.
Caso a Eagle Bidco opte por não exercer a opção de compra o clube social vai adquirir o restante do montante e com isso, vai diluir a participação da empresa no grupo societário do clube. Após essa etapa, o Botafogo vai poder repassar 90% das ações para a GDA Luma, empresa comandada pelo empresário Gabriel de Alba, que está na iminência de comprar as ações.
Confira o comunicado completo
"A SAF Botafogo informa que realizou, nesta quinta-feira (24), Assembleia Geral Extraordinária (AGE), em primeira convocação, na qual foi aprovado o aumento do capital social da Companhia mediante a emissão de novas ações ordinárias da Classe B, todas nominativas e sem valor nominal. As ações subscritas pelos acionistas deverão ser integralizadas em moeda corrente nacional no prazo máximo de três dias úteis a contar da respectiva subscrição
A medida tem como objetivo contribuir para a recomposição do fluxo de caixa da Companhia considerando sua atual situação econômico-financeira e o contexto de recuperação judicial, inclusive para o cumprimento de obrigações correntes."