A demissão de Franclim Carvalho provocou uma forte reação de John Textor. Ex-dono da SAF do Botafogo, o empresário norte-americano defendeu o trabalho do treinador português e direcionou críticas à atual administração do clube, especialmente ao gestor Eduardo Iglesias.
Para Textor, a saída de Franclim foi um erro e não deveria ter sido tratada como consequência direta da goleada por 6 a 1 sofrida para o Cienciano, no Peru, pela Copa Sul-Americana.
Um dos principais alvos do empresário foi a logística adotada para o confronto em Cusco, cidade localizada a cerca de 3.400 metros de altitude. Textor afirmou que o clube já tinha experiências anteriores em locais com condições semelhantes e deveria ter utilizado esse conhecimento na preparação.
"Se eu fosse presidente do clube e tivesse feito o plano, a gente teria vencido a partida no Peru", afirmou.
O norte-americano também criticou a falta de continuidade na gestão e fez uma declaração contundente sobre Iglesias.
"Não há continuidade nenhuma, não há conhecimento institucional aplicado, não há liderança nenhuma, porque você tem uma criança comandando o Botafogo".
Textor também contestou a decisão de demitir Franclim Carvalho. O treinador comandou o Botafogo em 22 partidas, com dez vitórias, sete empates e cinco derrotas.
Além dos números recentes, o empresário lembrou a participação do português na comissão técnica de 2024, quando o Botafogo conquistou o Campeonato Brasileiro e a Libertadores.
"Franclim é absolutamente uma das grandes mentes da comissão técnica que ganhou os campeonatos do melhor ano da história do Botafogo", declarou.
Textor ainda responsabilizou outros fatores pelos problemas enfrentados pelo Botafogo, citando bloqueios de recursos, transfer bans, um elenco jovem e a ausência de jogadores importantes em determinados momentos.
O empresário também criticou a postura da diretoria após a goleada no Peru.
"O comando do clube deveria estar protegendo o treinador, e não o jogando debaixo do ônibus", afirmou.