Morto nesta sexta-feira aos 68 anos, Oscar Schmidt tentou aproveitar a popularidade concebida pelo talento nas quadras e se aventurou na política pouco de depois de se aposentar como o maior ídolo do basquete brasileiro. Apadrinhado pelo ex-governador do Estado Paulo Maluf e candidato pelo PPB (atual PP), ele perdeu a disputa contra o ex-senador Eduardo Suplicy (PT).
A incursão política, no entanto, não era totalmente inédita. Em 1997, um ano antes da eleição, Oscar assumiu a Secretaria de Esportes, Lazer e Recreação de São Paulo durante a gestão do então prefeito Celso Pitta.
Apesar do desempenho expressivo nas urnas, ele optou por encerrar ali sua breve trajetória na política após a derrota. Nos anos seguintes, passou a se dedicar a palestras e, mais tarde, retornou ao basquete como treinador.
Em entrevista ao Estadão, em 2024, Oscar afirmou não se arrepender da candidatura e disse que repetiria a experiência. "É claro que sim. Meu objetivo maior era ser presidente. Queria muito. Depois que vi como era, larguei de vez. O Paulo Maluf me deu a chance, saiu comigo algumas vezes em campanha e viu meu potencial. Meu pai me ensinou a fazer as coisas certas e nem tudo que há na política é certo", declarou.
Mesmo com o bom acolhimento do eleitorado, ele rechaçou voltar a ser candidato para algum cargo público. "Não quero mais. Para mim, não vai dar certo. Sou uma pessoa do bem."