Por que Senna é mais falado do que Piquet e Fittipaldi? Campeões da F1 tentam explicar

Max Verstappen e Fernando Alonso analisaram o 'fenômeno' Senna mesmo mais de três décadas após sua morte

5 nov 2026 - 17h37
(atualizado às 17h45)
Resumo
Mesmo dividindo a história de glórias com Emerson Fittipaldi e Nelson Piquet, Ayrton Senna se destaca como o piloto brasileiro mais lembrado e homenageado. Campeões como Fernando Alonso e Max Verstappen explicam que essa maior notoriedade decorre de seu carisma único e da capacidade de se conectar com o público, além do impacto trágico de sua morte. Esse apelo emocional transcende gerações e fronteiras, mantendo Senna como ídolo de nomes consagrados como Lewis Hamilton e de jovens promessas da F1.

Não é só o "S do Senna" que menciona o ex-piloto da Fórmula 1 em Interlagos. Ao redor do autódromo José Carlos Pace, pinturas do artista Eduardo Kobra estampam paredes gigantes do local, um busto dele também está presente em um dos setores das arquibancadas, o mesmo acontece para quem sobe a Avenida Rebouças em direção à Avenida Paulista, no coração da capital, onde uma obra de Kobra com os olhos de Ayrton Senna toma conta de um prédio.

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É fácil achar referências e homenagens a Ayrton Senna no autódromo de Interlagos, em São Paulo e no Brasil. Porém, outros brasileiros também tricampeões da Fórmula 1 - Nelson Piquet e Emerson Fittipaldi -, não são tão falados.

Max Verstappen, genro de Piquet e tetracampeão mundial, e Fernando Alonso, bicampeão, deram sua opinião para tentar explicar esse fenômeno.

"Eu acho que respeitamos brasil não só por Senna, mas por todos os grandes campeões. eu sempre soube que o Brasil era m celeiro de campeões. Na Espanha o Emerson é muito popular. Quando alguém vai a algum lugar muito rápido a gente falava 'Aonde você pensa que vai, Fittipaldi?'. Nelson e Ayrton...Ayrton era mais o carisma, caráter, ele tinha algo diferente dos outros campeões. Ele conectava mais com as pessoas e isso você tem ou não tem.", disse Alonso, durante entrevista coletiva.

"Os 3 têm personalidades diferentes, ganharam muito no esporte. Como disse Fernando, talvez conectasse melhor com as pessoas e algumas se importam com isso e outras não. Vou ser sincero, eu não me importo. Eu estou aqui para vencer. Olhando para minha carreira, eu quero vencer o maior número de corridas possíveis, não criar uma conexão com todo mundo. Isso é legal, é um bônus, mas meu trabalho é vencer. O triste é que ele morreu, o legado e afeto começa mais cedo. Ele com certeza foi um dos maiores pilotos de todos.", explicou o holandês.

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A lenda de Senna vai além das barreiras brasileiras e até geracionais do atual grid da Fórmula 1. Lewis Hamilton, 41, viu o brasileiro correr e sempre deixou claro que ele era seu herói de infância.

Lewis Hamilton pilotou McLaren de Senna em 2024 em Interlagos
Lewis Hamilton pilotou McLaren de Senna em 2024 em Interlagos
Foto: Daniel Teixeira/Estadão / Estadão

O mesmo acontece com Kimi Antonelli. O italiano, já campeão da temporada 2026, nasceu em 2006, 12 anos após a morte de Senna. Nas duas vezes que veio a Interlagos correr no Brasil, Antonelli foi até o cemitério onde está enterrado o ex-piloto da McLaren, Lotus e Williams.

Antonelli posa com a Lotus de Ayrton Senna na semana do GP São Paulo
Foto: @kimi.antonelli/Instagram / Estadão

Nesta semana, Antonelli visitou a família de Senna e até anunciou que correrá com um capacete que remete às cores do eterno casco de seu ídolo.

Confira a programação do Grande Prêmio de São Paulo de Fórmula 1

  • Sexta-feira - 06/11 - 12h30 - Treino Livre 1
  • Sexta-feira - 06/11 - 16h - Treino Livre 2
  • Sábado - 07/11 - 11h30 - Treino Livre 3
  • Sábado - 07/11 - 15h - Treino classificatório
  • Domingo - 08/11 - 14h - Corrida
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