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Red Bull diz que Ferrari "se safou" em Silverstone com estratégia da Mercedes

Christian Horner não entendeu a tática da Mercedes de colocar pneus duros no carro de Lewis Hamilton na volta 33, já que considera que, com os macios, o britânico poderia ameaçar mais fortemente o duo de Maranello

4 jul 2022 - 07h39
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Lewis Hamilton e Charles Leclerc duelaram na parte final da corrida
Lewis Hamilton e Charles Leclerc duelaram na parte final da corrida
Foto: LAT/ Mercedes / Grande Prêmio

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Chefe da Red Bull, Christian Horner acredita que a Ferrari "se safou" de uma derrota no GP da Inglaterra por causa da estratégia adotada pela Mercedes no domingo (3). Na visão do dirigente, a opção de colocar pneus duros no carro de Lewis Hamilton abriu caminho para a vitória de Carlos Sainz Jr. em Silverstone.

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Na corrida inglesa, o heptacampeão foi bastante mais competitivo do que no restante da temporada 2022 e chegou até a liderar a disputa depois de prolongar o primeiro stint, com os pneus médios. Conservando bem os pneus, Lewis chegou à volta 33 com o mesmo jogo de pneus com que largou, diferente de Sainz, que precisou parar na volta 20, e Charles Leclerc, que fez o pit-stop a 25.

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Christian Horner ficou sem entender a estratégia da concorrência na Inglaterra (Foto: Dan Mullan/Getty Images)

OPINIÃO GP

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Quando chegou a vez de o britânico parar, porém, a Mercedes optou por colocar os calçados duros, ao invés de lançar mão dos macios. Na avaliação de Horner, essa escolha foi determinante para tirar de Hamilton a chance de brigar pela vitória com as Ferrari.

"Fiquei, na verdade, surpreso que Lewis, com as voltas que tinha pela frente e com o desgaste que mostrou, não colocou um macio", disse Horner. "Ele colocou um pneu duro na volta 33 e, de fato, achei que ele iria para o macio, pois teria sido muito mais fácil para ele compensar a aderência", seguiu.

"Pareceu que eles [a Ferrari] talvez tenham se safado ali", comentou.

O chefe da equipe dos energéticos também questionou as decisões da própria Ferrari, que não tirou Sainz da frente de Leclerc no início da corrida e tampouco parou o monegasco na hora do safety-car causado por Esteban Ocon, que fcou parado na antiga reta de Silverstone.

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"Todo mundo é diferente, não é? Toda equipe é diferente", apontou. "Acho que a decisão que menos entendi foi a de não parar os dois carros ou, certamente, ou de Charles, para os pneus macios", declarou.

"[Hamilton] obviamente tinha uma parada livre. E quando você é o carro livre, é a coisa mais difícil do mundo parar na liderança", reconheceu. "Mas acho que, mesmo que Lewis tivesse ficado na pita, com a vantagem do pneu macio, eles [Ferrari] o teriam passado", ponderou.

Com a estratégia, Leclerc caiu de líder para terceiro na relargada, apenas três posições à frente de Max Verstappen, que teve um domingo tumultuado após danificar o carro com um peça que se soltou de um AlphaTauri.

"Em um dia em que tínhamos dois carros que não estavam em grande forma em pontos diferentes da corrida, Sergio [Pérez] estendeu a vantagem em relação a Charles, consolidando o segundo lugar, e Max só cedeu seis pontos a Charles", apontou. "Acho que no Mundial de Construtores, perdemos só 13 pontos. Poderia ter sido muito pior", encerrou.

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A temporada 2022 da Fórmula 1 retorna na semana que vem, em Spielberg, para o GP da Áustria dos dias 8-10 de julho.

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