O presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), Mohammed Ben Sulayem, afirmou que espera definir nos próximos meses o regulamento técnico para o possível retorno dos motores V8 à Fórmula 1 em 2030. A proposta, no entanto, ainda depende de um consenso entre as equipes e os fabricantes de unidades de potência.
A categoria adotou, em 2026, uma nova geração de motores com divisão próxima de 50% entre combustão interna e energia elétrica. O modelo recebeu críticas de pilotos, principalmente pela dependência da bateria nas ultrapassagens e pelas mudanças no comportamento dos carros.
Para 2027 e 2028, já estão previstas alterações no regulamento para aumentar gradualmente a participação do motor a combustão. Ben Sulayem, porém, defende uma mudança mais ampla para a próxima geração de unidades de potência.
Segundo o dirigente, a proposta em discussão busca simplificar os motores, reduzir os custos de desenvolvimento e produção e permitir carros menores e mais leves. Ele também destacou que o retorno dos V8 poderia recuperar o som característico que marcou diferentes períodos da história da categoria.
Os motores V8 foram utilizados pela última vez na Fórmula 1 em 2013, antes da adoção dos propulsores V6 turbo híbridos, introduzidos em 2014.
Apesar do otimismo do presidente da FIA, a volta ainda não está oficialmente confirmada. As equipes e os fabricantes estão analisando os documentos técnicos, e a entidade aguarda o posicionamento dos envolvidos antes de avançar na definição das regras para 2030.