F1: Oscar Piastri faz duras críticas aos carros da F1 de 2026: "É uma forma muito ruim de correr"

Oscar Piastri criticou os motores da F1 2026 e afirmou que o atual regulamento tornou as corridas piores.

20 jul 2026 - 10h07
Foto: Reprodução / F1

Oscar Piastri não escondeu sua insatisfação com os carros da Fórmula 1 de 2026 após o GP da Bélgica. O piloto da McLaren criticou o funcionamento das novas unidades de potência e afirmou que a influência da parte elétrica tem prejudicado a competitividade na pista.

Segundo Piastri, o comportamento dos motores faz com que fatores fora do controle dos pilotos tenham um peso excessivo no desempenho durante uma volta.

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"É uma droga. Não consigo dizer de outra forma."

O australiano explicou que não é o único enfrentando dificuldades e citou George Russell como outro piloto afetado pelos problemas de entrega de potência nas últimas etapas.

"Tenho certeza de que não sou o único. Sei que George teve muitos problemas com isso neste fim de semana e também nas últimas corridas."

Piastri foi ainda mais crítico ao afirmar que a disputa acaba sendo decidida pela forma como os sistemas eletrônicos administram a energia da bateria.

"Quando as posições no grid são decididas por computadores que funcionam bem ou mal, é uma forma muito ruim de se fazer corrida."

As unidades de potência de 2026 contam com uma divisão quase equilibrada entre o motor a combustão e o sistema elétrico. Além disso, utilizam um gerenciamento inteligente de energia que define automaticamente onde distribuir a potência ao longo da volta, tornando o desempenho extremamente sensível até mesmo à volta de preparação.

Para Piastri, essa complexidade tira parte do controle das mãos dos pilotos.

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"Os motores são muito complexos. São sensíveis a tudo, e até o que você faz na volta de aquecimento pode influenciar o resultado. É uma forma muito arriscada de competir."

As declarações do australiano reforçam as críticas que diversos pilotos e equipes vêm fazendo às novas regras técnicas da Fórmula 1 em 2026, especialmente em relação ao gerenciamento da energia elétrica e ao impacto que ele tem no desempenho em reta.

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