F1: Liberty Media registra queda na receita após cancelamento de corridas

Empresa viu faturamento diminuir após realização de menos etapas no primeiro semestre de 2026

6 ago 2026 - 14h35
Foto: Reprodução / F1

A Liberty Media, detentora dos direitos comerciais da Fórmula 1, registrou uma queda de 38% na receita em comparação com o mesmo período da temporada passada. Um dos principais motivos foi o cancelamento do GP do Bahrein e da Arábia Saudita em abril, devido ao conflito no Oriente Médio. Embora a etapa do Bahrein tenha sido remanejada para o fim da temporada, na Malásia, a categoria disputou três corridas a menos até o fim de junho em relação a 2025.

Nos resultados financeiros do segundo trimestre, a Liberty Media informou que a receita total da F1 caiu 38%, para 764 milhões de dólares nos três meses encerrados em junho. Além disso, o lucro operacional da Formula One Media também recuou 61%, para 139 milhões de dólares.

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A queda foi atribuída, em parte, ao menor número de etapas em relação ao primeiro semestre de 2025, já que a organização das corridas, patrocínios e direitos de transmissão representam uma parcela significativa da receita. O Bahrein e a Arábia Saudita também estão entre os países que mais pagam taxas para garantir suas vagas no calendário da categoria, o que agrava o impacto dos cancelamentos.

Menos eventos resultaram em menos pagamentos para as equipes, mas também em uma redução nas vendas de serviços de hospitalidade e na receita de frete. As despesas administrativas aumentaram 11 milhões de dólares no segundo trimestre, por conta dos custos com funcionários e tecnologia. A Liberty Media também reconheceu que novas alterações no calendário podem ser necessárias.

A empresa afirmou que já trabalha com planos alternativos para encerrar a temporada na Europa, caso os Grandes Prêmios do Catar ou de Abu Dhabi não possam ser realizados. Embora tenha havido uma queda na receita total, Stefano Domenicali analisou os marcos alcançados dentro e fora das pistas pelo esporte durante o primeiro semestre de 2026.

O chefe comercial acredita que a temporada atual mostrou o melhor do esporte, com corridas competitivas e histórias que impulsionam grande engajamento dos fãs. Para Domenicali, a F1 tem demonstrado capacidade de adaptação diante das mudanças no calendário, citando como exemplo a realização do GP do Bahrein de 2026 na Malásia, em um acordo anunciado na semana passada.

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Ele também destacou os resultados comerciais alcançados pela categoria ao longo da temporada. A parceria com a Apple continua gerando resultados positivos, com aumento da audiência em relação ao ano passado e um crescimento de 13% no total de horas assistidas. Além disso, o dirigente ressaltou a renovação do GP de Las Vegas por mais dez anos e a continuidade das parcerias com empresas como a ServusTV e a Pirelli.

“Continuamos focados em fortalecer a base do nosso esporte junto com as equipes e a FIA para oferecer a melhor experiência possível aos nossos fãs em todo o mundo, tanto dentro quanto fora das pistas.”

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