Isack Hadjar surpreendeu boa parte do público neste fim de semana no Azerbaijão. Desde o retorno da Fórmula 1 após as férias de verão, o francês estava afastado das atividades com a Red Bull Racing depois de fraturar o punho durante um dos seus treinamentos.
Após realizar novos testes ao longo da semana e passar por avaliações antes do início do treino livre 1, Hadjar recebeu o aval para voltar ao cockpit. O piloto aproveitou a oportunidade para mostrar serviço em Baku e coroou o retorno com um pódio, justamente após ter seu contrato renovado com a equipe.
Hadjar terminou o Grande Prêmio do Azerbaijão na terceira colocação e destacou o desempenho apresentado pela Red Bull em um circuito de alta velocidade. Segundo o francês, a equipe teve o segundo carro mais rápido do fim de semana.
“O carro é ótimo. Acho que neste fim de semana tivemos o segundo carro mais rápido. É impressionante o que a Mercedes conseguiu fazer para liberar a energia no setor 2 e sair muito rápido nas retas”, afirmou Hadjar à Sky Sports F1.
Depois de um início de fim de semana complicado, o piloto explicou que adotou uma postura mais cautelosa para evitar erros e garantir um bom resultado.
“Eu estava realmente aproveitando o fim de semana. Tive a abordagem certa e fui passo a passo, muito devagar. Disse a mim mesmo: ‘Você não pode tocar em nenhum muro’. Deu certo. Para um retorno, eu precisava pegar leve e ainda assim conseguir o melhor resultado possível”, explicou.
Hadjar também comentou a disputa com Max Verstappen durante a primeira parte da corrida. Segundo o francês, o holandês conseguiu entrar no ritmo rapidamente mesmo utilizando pneus médios.
“O que é muito impressionante no Max é que, mesmo com o pneu médio, ele entra no ritmo muito rápido, já nas primeiras voltas. Acho que eu estava mais no limite do que o carro podia fazer um pouco mais tarde”, afirmou.
O piloto reconheceu que permitiu que Verstappen ganhasse a posição, mas sabia que os pneus lhe dariam vantagem posteriormente.
“Em primeiro lugar, eu nunca deveria ter sido ultrapassado, porque tinha pneus melhores. Quando eles começaram a funcionar, eu estava atrás, mas sabia que tinha mais aderência. Eu fiquei ali e, honestamente, estava tudo bem. Sabia que isso não mudaria minha corrida, porque ele terminaria a prova com os pneus macios.”
Para Hadjar, o objetivo passou a ser garantir o terceiro lugar e superar Oscar Piastri na disputa pelo pódio.
“Para mim, naquele momento, o terceiro lugar era o objetivo. Piastri era o homem a ser batido. Estou satisfeito assim”, concluiu.