F1: Hamilton sugere retorno do "modo festa" para explicar domínio da Mercedes

O heptacampeão acredita que o desempenho avassalador da equipe em classificações se deve a um mapeamento de motor similar ao do passado

14 mar 2026 - 10h46
agora na Ferrari, Hamilton levanta suspeitas sobre o desempenho avassalador de Russell e Antonelli nas classificações da Mercedes
agora na Ferrari, Hamilton levanta suspeitas sobre o desempenho avassalador de Russell e Antonelli nas classificações da Mercedes
Foto: Mercedes AMG F1 Team / Reprodução

O mundo da Fórmula 1 vive o início da temporada de 2026, marcada pela nova era de unidades de potência. Após um período de dificuldades, a Mercedes parece ter reencontrado o caminho da glória, especialmente aos sábados. Lewis Hamilton, agora vivendo novos desafios, trouxe à tona uma teoria para explicar a vantagem técnica de sua ex-equipe: a ressurreição do lendário "modo festa".

O termo, popularizado pelo próprio Hamilton durante o domínio da Mercedes na década passada, refere-se a um ajuste extremo do motor utilizado exclusivamente no Q3 para extrair potência máxima em uma única volta. Embora as regras tenham se tornado mais rígidas ao longo dos anos, o britânico sugere que os engenheiros de Brackley encontraram uma forma de replicar esse salto de performance nas novas regras de 2026.

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Potência extra sob suspeita

De acordo com Hamilton, o salto de rendimento da Mercedes entre as sessões de treino e o momento decisivo da classificação é "notável". "Parece que eles têm aquele 'modo festa' de volta", afirmou o piloto, referindo-se à facilidade com que George Russell e Kimi Antonelli têm conquistado as primeiras posições no grid.

A teoria ganha força nos bastidores do paddock. Analistas apontam que a eficiência da nova unidade de potência da Mercedes na recuperação e entrega de energia elétrica pode estar funcionando como esse diferencial. Enquanto os rivais sofrem com a entrega linear de potência, as "Flechas de Prata" parecem ter um fôlego extra guardado para os minutos finais do treino classificatório.

Reações e o futuro da disputa

A Mercedes, por meio de seus porta-vozes, mantém a cautela, atribuindo o sucesso a uma integração perfeita entre o chassi e o novo combustível sustentável. No entanto, a declaração de Hamilton coloca pressão sobre a FIA para monitorar de perto os mapeamentos de motor das equipes, visando garantir a equidade técnica prometida pelo novo regulamento.

Com a temporada apenas começando, a dúvida que fica é se esse "modo festa" é uma vantagem sustentável para as corridas de domingo ou se a Mercedes voltará a ser a força imbatível que dominou o esporte por quase uma década.

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