Mesmo após introduzir uma nova unidade de potência no GP da Áustria, Lewis Hamilton acredita que a Ferrari ainda precisará de meses para reduzir a diferença em relação aos motores da Mercedes e da Red Bull.
A equipe mostrou evolução nas últimas corridas e superou as expectativas em Silverstone, onde Charles Leclerc venceu a prova após Hamilton conquistar a pole da Sprint. Apesar disso, o SF-26 ainda sofre com a falta de velocidade nas retas.
Segundo Hamilton, o principal desafio está na unidade de potência, que utiliza um turbocompressor menor que o dos rivais. A configuração garante boa entrega de potência na saída das curvas, mas compromete o desempenho nas longas retas.
"O piloto não pode fazer muita coisa quando o assunto é o motor. Esse trabalho depende da equipe na fábrica, que precisa encontrar soluções para extrair mais desempenho."
O heptacampeão destacou que os pilotos relatam constantemente problemas de dirigibilidade, trocas de marcha e entrega de potência para auxiliar o desenvolvimento, mas ressaltou que qualquer evolução exige tempo.
"Às vezes parece que falta energia da bateria no fim das retas quando comparamos os dados com Mercedes e Red Bull. Conversamos sobre isso, mas é preciso entender que projetar mudanças, garantir confiabilidade e colocá-las em prática leva meses."