A crise de desempenho da Aston Martin na temporada 2026 ganhou um novo capítulo após Miami, com um diagnóstico direto de Fernando Alonso sobre os principais problemas do carro.
Mesmo com um raro sinal positivo, a primeira corrida completada com os dois carros no ano, o espanhol deixou claro que a equipe ainda está longe de ser competitiva. Mais do que o resultado em si, o foco agora está em corrigir falhas estruturais que seguem limitando o desempenho.
Segundo Alonso, o principal ponto crítico no momento é o câmbio, que apresentou comportamento inconsistente ao longo de todo o fim de semana.
“Não tivemos problemas com o motor. Honestamente, foi mais o câmbio durante todo o fim de semana. Foi estranho nas reduções e nas trocas de marcha, sem muito controle”, afirmou.
Com o GP do Canadá sendo o próximo desafio, o circuito que exige forte frenagem, o bicampeão foi direto ao definir a prioridade da equipe: “Esse é o principal ponto a corrigir. Precisamos melhorar o comportamento do câmbio”.
Apesar da leve evolução na confiabilidade, Alonso tratou de esfriar qualquer expectativa de melhora rápida no desempenho. O piloto destacou que ganhos marginais não serão suficientes para tirar a equipe das últimas posições.
“Acho que podemos melhorar a dirigibilidade, mas não o desempenho. Não teremos grandes atualizações até depois do meio do ano”, disse.
Atualmente sem pontuar na temporada, a Aston Martin enfrenta um cenário desafiador e, segundo Alonso, precisa evitar decisões precipitadas dentro do limite orçamentário da Fórmula 1. Para ele, pequenas atualizações não justificam o investimento se não trouxerem um salto significativo de performance.
“Se não ganharmos um segundo ou mais, não muda nossa posição. Pequenas melhorias só aumentam o estresse e o custo”, completou.