F1: Alonso cobra mudanças na Fórmula 1 e diz que categoria não pode esperar até 2031

Espanhol criticou as atuais regras de motores e afirmou que a Fórmula 1 precisa recuperar o protagonismo dos pilotos nas disputas.

15 set 2026 - 09h01
Foto: Reprodução / F1

Fernando Alonso voltou a criticar os rumos da Fórmula 1 e afirmou que a categoria precisa corrigir seus problemas muito antes de uma eventual mudança prevista para 2030 ou 2031. O bicampeão mundial respondeu às declarações do presidente da FIA, Mohammed Ben Sulayem, que pretende conversar com o espanhol para tentar convencê-lo a permanecer na categoria em 2027.

Alonso ainda não decidiu se continuará na Aston Martin na próxima temporada. A definição passa, entre outros fatores, por sua avaliação das atuais regras de motores, que aumentaram significativamente a participação da energia elétrica.

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“Não podemos esperar até 2031 para termos um esporte de verdade”, afirmou Alonso, destacando que conversa regularmente com Stefano Domenicali sobre os problemas enfrentados pela categoria.

O espanhol voltou a questionar o quanto as novas unidades de potência permitem que o talento do piloto faça diferença. Para Alonso, o gerenciamento da bateria passou a ter um peso excessivo em situações que deveriam valorizar a habilidade ao volante.

“Em uma curva como a 12, se alguém for mais corajoso do que eu, ele deveria ser mais rápido. Se eu tiver mais atributos, deveria ser mais rápido que ele. É assim que deveria ser na classificação. Agora, depende apenas de quanta carga de bateria eu tenho, e vou ser mais rápido ou mais lento.”

Alonso também citou a Curva 12 do circuito de Madri como exemplo. Segundo ele, trata-se de uma curva que deveria permitir que a coragem e a técnica do piloto fossem determinantes, mas o comportamento atual dos carros faz com que a diferença seja influenciada principalmente pelo nível de carga da bateria.

“É triste, de certa forma, com esta geração de carros, chegar a um circuito tão bonito como este, com desafios como La Monumental, e a influência do piloto ser praticamente nenhuma.”

O piloto da Aston Martin ainda reforçou que considera sua experiência importante para ajudar a FIA e a Fórmula 1 a encontrar soluções. Apesar das críticas, Alonso afirmou que está disposto a contribuir para que a categoria volte a valorizar mais a capacidade individual dos pilotos.

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