F1 2026: Sainz compara novo sistema de energia aos antigos “trens de DRS”

Piloto da Williams acredita que as ultrapassagens seguem artificiais na nova geração da Fórmula 1, mesmo após o fim do DRS.

7 mai 2026 - 15h59
Foto: Divulgação / Williams

A Formula 1 eliminou o DRS para a temporada de 2026 com a promessa de melhorar as disputas roda a roda, mas as primeiras corridas da temporada indicam que um velho problema continua presente no grid: os chamados “trens de DRS”.

Agora, porém, o fenômeno acontece de outra forma. Em vez da asa móvel, as batalhas passaram a depender principalmente da gestão de energia das novas unidades de potência híbridas.

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Após o GP de Miami, Carlos Sainz comparou o atual cenário ao antigo sistema de DRS.

“Quando o carro da frente também está no modo de ultrapassagem, ultrapassar é impossível. Acho que é muito parecido com o trem DRS.”

O novo regulamento de 2026 aumentou significativamente a participação elétrica das unidades de potência, criando um sistema em que a administração da bateria e da energia disponível passou a definir grande parte das disputas na pista.

O resultado tem sido o chamado “efeito ioiô”, visto em corridas como China e Miami. Nele, um piloto utiliza mais energia para realizar uma ultrapassagem, mas perde desempenho logo depois, permitindo o contra-ataque do adversário que economizou bateria.

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Segundo Sainz, isso faz com que muitas disputas deixem de depender apenas da habilidade do piloto no corpo a corpo.

“A ultrapassagem depende mais da estratégia do motor e do mapa de energia do que da pilotagem em si.”

Apesar das críticas, o piloto da Williams Racing acredita que o regulamento ainda pode evoluir ao longo da temporada.

“Acho que esse regulamento ainda tem potencial para melhorias. É hora de parar apenas de criticá-lo e continuar trabalhando para evoluir na direção certa.”

Mesmo com as reclamações sobre as batalhas artificiais, parte do grid reconhece que os novos carros trouxeram avanços aerodinâmicos importantes. Os pilotos conseguem seguir os adversários de forma mais próxima em curvas rápidas, algo que era uma das grandes metas da FIA para a nova geração da categoria.

Ainda assim, o equilíbrio entre espetáculo, estratégia energética e disputas mais naturais segue sendo um dos principais debates da temporada 2026 da Fórmula 1.

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