Os pilotos da Aston Martin podem enfrentar danos permanentes nos nervos das mãos caso completem muitas voltas sob as intensas vibrações produzidas pelo novo AMR26. A preocupação foi levantada por Adrian Newey na véspera da abertura da temporada de Fórmula 1 na Austrália, após problemas detectados nos testes.
A fornecedora de motores Honda já havia apontado que falhas de confiabilidade na bateria estavam ligadas às vibrações do carro. No entanto, Newey destacou que os impactos vão além da bateria e podem afetar diretamente Fernando Alonso e Lance Stroll, tornando inviável que eles conduzam por longos períodos sem consequências para a saúde.
Falando em uma coletiva de imprensa lotada no paddock de Albert Park, Newey explicou: "O importante a entender, porém, é que a bateria é o componente em que temos nos concentrado, porque é o item crucial."
Ele acrescentou que a solução testada no dinamômetro reduziu significativamente a vibração que chegava à bateria, mas lembrou que a fonte principal continua sendo a unidade de potência: "Sem revelar detalhes técnicos, o que conseguimos neste fim de semana, testado no dinamômetro ao longo do fim de semana, foi a solução que propusemos e que usaremos aqui em Melbourne."
"Isso reduziu significativamente a vibração que chega à bateria. Mas é importante lembrar que, na verdade, a unidade de potência, ou seja, a combinação do motor de combustão interna e possivelmente também da unidade de gerenciamento do motor, é a fonte da vibração; ela funciona como um amplificador."
Segundo ele, o chassi de carbono, por sua rigidez natural, amplifica o problema em vez de absorvê-lo: "Nesse cenário, o chassi é o receptor. Um chassi de carbono é uma estrutura naturalmente rígida com muito pouco amortecimento. Portanto, não fizemos nenhum progresso na transmissão dessa vibração para o chassi."
"Essa vibração no chassi está causando alguns problemas de confiabilidade. Retrovisores se soltando, lanternas traseiras se soltando, coisas desse tipo, que estamos tendo que resolver."