F1 2026: "Melhor do que eu poderia esperar", diz Lindblad sobre início na categoria

Único estreante do grid, o britânico da Racing Bulls avalia o salto para a elite do automobilismo e o inesquecível GP da Austrália

19 abr 2026 - 11h33
Foto: Rudy Carezzevoli / Red Bull Content Pool

Três etapas após o início da temporada 2026, Arvid Lindblad já deixou sua marca na Fórmula 1. Único novato do atual grid, o jovem de 18 anos da equipe Racing Bulls conquistou pontos logo em sua estreia e chegou ao Q3 em corridas consecutivas. Aproveitando a pausa de abril no calendário, o piloto britânico fez um balanço de suas primeiras experiências na categoria máxima do automobilismo mundial, detalhando as surpresas, as exigências mentais dos novos carros e a emoção de realizar um sonho de infância.

O caminho meteórico de Lindblad, que passou rapidamente pelas Fórmulas 4, 3 e 2 sempre apoiado pela Red Bull, culminou em uma estreia na F1 que superou as expectativas. Sem a companhia de outros calouros em 2026, ele assumiu a responsabilidade e logo mostrou a que veio.

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“Obviamente, entrando como novato, eu estava focado principalmente em mim mesmo”, afirmou Lindblad em entrevista. “Estas configurações (dos carros de 2026) são muito diferentes do que eu estava acostumado. Então, em termos de expectativas, eu realmente não cheguei com muitas, só queria fazer o melhor possível.”

O resultado do esforço foi imediato. O piloto não escondeu a satisfação com a adaptação inicial: “Estou muito feliz com o desenrolar das primeiras corridas. Definitivamente, tem sido melhor do que eu poderia esperar. Melbourne e até mesmo o Japão foram grandes injeções de confiança.”

O grande destaque, incontestavelmente, foi o GP da Austrália. Lindblad chegou à fase final da classificação (Q3) em sua primeira tentativa e garantiu o oitavo lugar na corrida, tornando-se o britânico mais jovem a pontuar na história da F1 e o terceiro no ranking geral.

“Com certeza, o ponto alto tem que ser Melbourne. O fim de semana inteiro foi muito agradável e muito especial para mim”, celebrou. O fator familiar também tornou a data memorável: “Tinha meus pais lá comigo e acho que foi a primeira vez em uns sete ou oito anos que ambos estiveram em uma corrida. Q3 na primeira tentativa, chegar a andar em terceiro na primeira volta e pontuar... Foi um fim de semana muito especial, não poderia nem ter sonhado com isso.”

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Apesar do sucesso rápido, a transição não foi isenta de obstáculos, especialmente com a introdução dos novos regulamentos de 2026. A gestão das ferramentas do carro trouxe um desafio mental extra. “O salto da F2 para a F1, especialmente na capacidade mental, é bem grande, porque há muitas coisas para gerenciar e controlar dentro do carro”, explicou o novato.

Ele destacou as opções na unidade de potência que permitem mudar a forma como a energia é entregue. “Como novato, há muitas coisas novas acontecendo, e mesmo muitos dos pilotos experientes estão dizendo o mesmo. É algo que todos estamos aprendendo”, pontuou. Além das pistas, o britânico também brincou sobre a rotina da F1: “Provavelmente a maior adaptação é a quantidade do nosso trabalho que não é apenas pilotar”.

A postura madura de Lindblad rendeu aplausos dentro da própria Racing Bulls. Alan Permane, chefe da equipe, destacou não apenas a velocidade de Lindblad, mas sua mentalidade autocrítica. "Ele tem feito tudo o que poderíamos esperar de um novato e muito mais. Estar no Q3 e pontuar em Melbourne foi impressionante. Ele sabe que é uma grande montanha a escalar", elogiou o veterano.

Agora, focando no trabalho de simulador na fábrica de Milton Keynes e treinando fisicamente, Arvid Lindblad se prepara para o próximo desafio da temporada em Miami, motivado por um início onde, em suas próprias palavras, a realidade já conseguiu superar o sonho.

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