Após assegurar a capital goiana como sede da etapa brasileira da MotoGP a partir de 2026, o Governo de Goiás já tem um novo e ambicioso alvo para o esporte a motor: a IndyCar. Aproveitando a ampla modernização do Autódromo Internacional Ayrton Senna, que o elevará ao grau máximo de certificação da FIA e da FIM, as autoridades estaduais iniciaram as negociações para inserir Goiânia no calendário de uma das categorias mais tradicionais do automobilismo mundial.
O projeto de internacionalização do Autódromo de Goiânia ganhou fôlego inédito com a recente confirmação do Mundial de Motovelocidade. Para receber as motos mais rápidas do planeta, a pista passará por adequações rigorosas que a tornarão o único circuito da América Latina com as certificações máximas exigidas tanto para a motovelocidade quanto para o automobilismo de elite.
É exatamente essa infraestrutura de ponta que o governo goiano pretende usar como principal trunfo. Segundo declarações recentes do vice-governador Daniel Vilela e do secretário de Esportes Rudson Guerra, o sucesso nas tratativas da MotoGP colocou o estado no radar de outras grandes organizações globais. A IndyCar, que possui uma forte base de fãs no Brasil e um histórico de corridas marcantes no país, surge como a prioridade.
A Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA) tem atuado em sintonia com o governo de Goiás para viabilizar os contatos com os promotores da categoria norte-americana. A expectativa é que, com a conclusão das obras de modernização da pista, o autódromo esteja estruturalmente pronto para formalizar o retorno da IndyCar ao Brasil. O objetivo das autoridades vai além da pista: a iniciativa busca transformar a região em um centro definitivo e bilionário de turismo esportivo na América do Sul.