Indy: GP Freedom 250 não volta a Washington em 2027 após edição marcada por polêmicas

Prova em celebração aos 250 anos dos EUA gerou debate sobre custo, bloqueios e ligação com governo Trump

23 out 2026 - 17h20
Foto: James Black / IndyCar

Os organizadores do Grande Prêmio IndyCar Freedom 250 confirmaram na sexta-feira (23) que a corrida não retornará a Washington, D.C., em 2027, segundo a FOX 5 DC. O anúncio foi feito após a divulgação do calendário completo da NTT IndyCar Series. Em comunicado, eles lembraram que a prova foi pensada desde o início como uma celebração única do 250º aniversário do país.

Realizada em agosto, em um circuito de rua de 2,7 km no centro de Washington, a corrida teve o presidente Donald Trump dando a bandeira verde, e os carros chegaram a cerca de 320 km/h ao passar pela Avenida Pensilvânia e por monumentos nacionais. Kyle Kirkwood venceu depois de liderar 128 das 147 voltas.

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A prova também dividiu opiniões por causa da proximidade da IndyCar com o presidente. Segundo o Christian Science Monitor, algumas pessoas temem que eventos nacionais como esse sejam usados para ganho político e pessoal. A ESPN destacou que Roger Penske, dono da categoria, é amigo de Trump. O custo também foi questionado: a Penske disse que pagou a maior parte das despesas e que não recebeu dinheiro da Freedom 250 Commission, mas o policiamento, os bombeiros e a segurança foram pagos com um fundo público, e o impacto final para o contribuinte ainda não está claro.

Na cidade, as avenidas Pensilvânia, Constitution e Independence ficaram totalmente bloqueadas. Moradores disseram que tiveram dificuldade para circular por causa dos desvios e barreiras, e os sobrevoos no dia da prova pararam os voos no aeroporto Reagan por algumas horas. Em maio, a IndyCar já tinha tirado da loja online uma camiseta com Abraham Lincoln de capacete e a frase “ONE NATION / ONE RACE”, depois de críticas sobre possível duplo sentido racista.

Apesar das controvérsias, a ESPN avaliou que até quem chegou preocupado se divertiu no fim de semana, e apontou o custo de organizar a prova como provável motivo de a corrida ser um evento único.

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