Indy: GP da Espanha é confirmado no Circuito da Catalunha para a temporada 2027

Prova será realizada em julho e marca a primeira viagem da categoria fora do continente norte-americano desde a etapa disputada no Brasil

23 out 2026 - 10h38
(atualizado às 12h50)
Foto: Joe Skibinski / IndyCar

A Indy anunciou nesta sexta-feira (23) a realização do GP da Espanha no Circuito de Barcelona-Catalunha em um acordo de múltiplos anos. Será a primeira vez que a categoria deixará a América do Norte desde 2013, quando disputou a São Paulo Indy 300 no Sambódromo do Anhembi. A viabilização da prova contou com o apoio direto de Alex Palou; o piloto espanhol nasceu na região e é pentacampeão da categoria, tendo dominado as últimas quatro temporadas.

“Estou muito animado por participar da primeira corrida da INDYCAR em Barcelona”, disse Palou. “É uma oportunidade incrível e significa muito para mim correr em casa, em Barcelona. É difícil descrever em palavras. Sei que os fãs vão adorar e acho que vamos dar um grande espetáculo. Vamos nos esforçar ao máximo com a equipe Chip Ganassi Racing para trazer o troféu para casa em julho.”

A corrida na Espanha está marcada para o dia 18 de julho. Outros locais foram avaliados para a nova expansão internacional da Indy, como Austrália, Brasil e Japão. A etapa em solo brasileiro esteve cotada para Goiânia, cidade que chegou a receber a visita de uma delegação da categoria americana por três vezes ao longo de 2026. Para a frustração dos fãs locais, no entanto, as tratativas não avançaram, o que não descarta uma nova tentativa de trazer o campeonato ao país a partir de 2028.

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Foto: Divulgação / Circuit de Barcelona-Catalunya

A Indy busca uma nova expansão internacional, movimento que tem origens ainda na década de 1960. A primeira tentativa ocorreu em 1966, no Japão, com uma prova extra-campeonato. Em 1978, a categoria realizou uma rodada dupla na Grã-Bretanha, passando por Brands Hatch e Silverstone; porém, sem viabilidade econômica, nenhuma das etapas se sustentou no calendário. Já nos anos 1990, a gestão do campeonato retomou os planos de expansão ao desembarcar em Surfers Paradise, na Austrália, em 1991, em um evento de grande sucesso de público, que durou até 2008. 

Em 1996, foi anunciada a IndyCar Rio 400, no Autódromo de Jacarepaguá, que ganhou um novo circuito oval batizado de Emerson Fittipaldi. Essa expansão internacional foi um dos principais motivadores da cisão entre a CART e Tony George, presidente do Indianapolis Motor Speedway e membro da família Hulman. Enquanto a CART defendia a globalização do campeonato e contava com as principais equipes e montadoras, Tony George criou a Indy Racing League (IRL) com foco em ovais norte-americanos. A nova categoria detinha o maior trunfo do automobilismo dos EUA, as 500 Milhas de Indianápolis, mas iniciou sua trajetória sem os grandes nomes do grid.

Em 2001, a CART voltou à Europa para disputar provas em Rockingham (Grã-Bretanha) e Lausitzring (Alemanha), dois ovais recém-construídos. No entanto, graves problemas financeiros e o trágico acidente de Alex Zanardi na Alemanha, no qual o piloto italiano perdeu as duas pernas, marcaram a passagem da categoria pelo continente. Embora os organizadores tenham tentado manter as etapas nos calendários de 2002 e 2003, o projeto não prosperou.

Em 2007, a categoria voltou a fazer corridas na Europa, passando por Zolder, na Bélgica, e Assen, na Holanda. Mas a iniciativa não se manteve, até porque, no ano seguinte, a Champ Car encerrou as atividades e teve seus ativos incorporados pela antiga IRL, concretizando a fusão entre as categorias. A Indy, naquele ano, ainda manteve a corrida na Austrália como uma prova extra-campeonato. Mas, com o fim do contrato e altos custos, a etapa não foi renovada.

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Em 2010, a Indy voltou ao Brasil. Como relatado acima, a categoria teve quatro edições em São Paulo e, posteriormente, uma etapa em Brasília chegou a ser anunciada, mas cancelada. Para os fãs brasileiros, resta esperar que as negociações com Goiânia consigam avançar para voltar a receber a categoria.

De qualquer forma, os planos de expansão da categoria são considerados sérios, incluindo conversas com a FIA, entidade que não sanciona as corridas nos EUA, mas cuja validação é fundamental para uma expansão internacional nos dias de hoje. Assim, não será surpreendente se, nos próximos cinco anos, a Indy anuncie corridas em outros países pelo mundo.

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