EXCLUSIVO: Fabio Di Giannantonio mira o topo na MotoGP “Quero me tornar campeão do mundo”

Italiano projeta evolução com a VR46, destaca força da GP26 e se encanta com ambiente brasileiro antes do GP do Brasil

23 mar 2026 - 12h08
(atualizado às 12h09)
Diggia falou com exclusividade ao parabólica
Diggia falou com exclusividade ao parabólica
Foto: VR46 / Reprodução

Com ambição clara e discurso direto, Fabio Di Giannantonio não esconde o objetivo que guia sua trajetória na MotoGP. Em entrevista exclusiva ao Portal Parabólica, concedida na última quinta-feira (19), antes do início das atividades no GP do Brasil, onde conquistou a segunda colocação na sprint e um terceiro lugar, o piloto da Pertamina Enduro VR46 Racing Team falou sobre evolução, potencial da Ducati, expectativas para a temporada e objetivo claro no campeonato. 

“Então, em termos de resultados, eu quero me tornar campeão do mundo. Portanto, claro, estou trabalhando para chegar a esse nível, estar na melhor posição possível, na melhor equipe e da melhor forma para conseguir atender a todas essas exigências", afirmou.

Confiante no momento da equipe, o italiano reforçou o potencial da Ducati para brigar na frente:

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“Digamos que a nossa equipe é, sem dúvida, uma ótima equipe. O conjunto técnico da GP26 — moto e acerto — é forte o suficiente para lutar por vitórias e protagonizar grandes disputas nas corridas.

Na verdade, até ficou um pouco abaixo das nossas expectativas. Mas isso acontece justamente porque sabemos que temos um conjunto muito forte.”

O GP do Brasil também chamou atenção de Di Giannantonio pelo ambiente — dentro e fora da pista —, especialmente pela emoção de Franco Morbidelli.

“É muito bonito ver o Frankie tão emocionado com este Grande Prêmio, porque dá pra perceber que é uma corrida muito especial para ele. Também é legal ver que a MotoGP está indo para novos destinos, e fico realmente feliz por explorarmos o Brasil", disse. 

Encantado com o país, o piloto fez questão de destacar a energia local:

“Fiquei fascinado com o verde que tem aqui — é um verde incrível, a vegetação é realmente muito bonita. E também me parece um lugar muito ‘solar’, muito alegre. Em italiano a gente diz ‘solar’, né, sempre com um sorriso no rosto. Então, isso transmite sensações muito boas, uma energia muito positiva”. 

A expectativa para a corrida era de arquibancadas cheias e clima intenso, algo que ele já associa ao público brasileiro:

“Sempre vi que a torcida brasileira é muito calorosa, né? Tipo no futebol! Então espero ver muita gente no domingo, nas arquibancadas. Tomara que tenha muito apoio, muito calor do público. E também estou ansioso para aproveitar este circuito, que parece realmente muito bonito.”

Sobre o momento da carreira, Di Giannantonio classificou a última temporada como um período importante de aprendizado.

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“Foi uma temporada de transição. Tivemos várias lesões e a GP25 era uma moto mais difícil de levar ao limite. Foi um ano de adaptação, tanto para mim quanto para a equipe, também por passarmos a ter o suporte de fábrica da Ducati.”

Agora, com mais estabilidade, o foco está nos detalhes:

“Com um ano a mais de experiência, estamos tentando apenas ajustar os detalhes — e, por enquanto, está indo bem.”

A evolução, segundo ele, também passa pelas pessoas ao seu redor:

“Conheci pessoas incríveis que me ajudaram a dar um passo à frente como piloto e como pessoa. Este é o primeiro ano em que tenho continuidade com o mesmo staff, e isso faz muita diferença. Você consegue trabalhar mais nos detalhes, sem precisar construir tudo do zero.”

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