Deborah Mayer, fundadora do aclamado programa Iron Dames, anunciou uma mudança profunda na trajetória da iniciativa para 2026. O projeto suíço, que desde 2018 se consolidou como uma equipe de elite no automobilismo, agora se prepara para uma nova direção: deixar de ser apenas um time de competição para se transformar em um "movimento global".
Esta evolução surge em um momento de reestruturação para a DC Racing Solutions, empresa mãe do projeto, que enfrentou desafios financeiros e operacionais recentes, resultando na saída da equipe de seus principais campeonatos como o FIA WEC e a IMSA.
O fim das operações no endurance reflete uma situação desesperada da organização. Em vez de manter uma operação de equipe independente em categorias onde os resultados de pódio se tornaram escassos e os custos de manutenção dispararam, a Iron Dames optou por focar o ano de 2025 no suporte individual a talentos em diversas frentes, como o rali, o kart e os monopostos com destaque para a ascensão de pilotas como Doriane Pin.
Em entrevista, Mayer afirmou:
“Eu fundei o Iron Dames baseada em uma convicção simples: a excelência não tem gênero e a performance sempre diz a verdade. O esporte foi o nosso ponto de partida”
“Um mundo exigente onde os padrões são intransigentes e os resultados são inquestionáveis. Nas corridas, apenas o cronômetro fala. No hipismo, a mesma regra se aplica: apenas a precisão, apenas o domínio.”
A fase reside na ideia de que o esporte foi o laboratório ideal para provar o valor feminino em ambientes historicamente masculinos. Mayer observa que a marca Iron Dames se tornou uma mentalidade que prega que a ambição pode ser audaciosa e a disciplina é uma forma de liberdade, impactando agora escolas, lares e ambientes profissionais.
Embora o automobilismo continue sendo a essência do projeto, o objetivo agora é sustentar algo maior. O movimento planeja aprofundar colaborações em áreas como ciência e tecnologia, citando parcerias anteriores com a NASA e a Universidade de Oxford, para alcançar novos setores da sociedade civil.
Como define Deborah Mayer, a Iron Dames entra agora em sua “dimensão total”: uma força nascida da performance, mas movida por um propósito global além das pistas.