O Athletico-PR projeta faturar cerca de R$ 700 milhões em 2026, impulsionado pela forte estratégia de venda de atletas e um patrimônio líquido próximo a R$ 1 bilhão. Segundo a defesa do clube, a dívida da Arena da Baixada está equacionada dentro do orçamento, com R$ 241,3 milhões já pagos em dia num acordo de 15 parcelas. Para acelerar essa quitação, o Furacão estuda novos naming rights e conta com recursos de disputas judiciais, consolidando um dos menores endividamentos do futebol nacional.
O Athletico-PR pode fechar 2026 com faturamento próximo de R$ 700 milhões. A projeção foi apresentada pelo advogado Luiz Fernando Casagrande Pereira, que representa o clube no processo da dívida da Arena da Baixada.
A Agência RTI Esporte apurou que a cifra ainda não representa o resultado oficial do exercício. Trata-se de uma estimativa apresentada pelo advogado e que dependerá do fechamento das contas do presidemte Mário Celso Petraglia em 2026.
O faturamento definitivo será conhecido após a consolidação das receitas e despesas do período. A projeção chama atenção pelo valor e pelo contexto em que foi apresentada. O advogado afirmou que as parcelas da dívida da Arena estão dentro do orçamento do Furacão.
Vendas de jogadores têm peso relevante
Entre os fatores que ajudam a explicar a capacidade financeira do Athletico-PR está o mercado de transferências. O clube construiu nos últimos anos uma estratégia de formação e negociação de jogadores que gerou receitas relevantes.
Luiz Fernando Casagrande Pereira destacou a capacidade do Furacão de produzir recursos com vendas de atletas e citou Flamengo e Palmeiras ao comparar os clubes brasileiros que mais movimentaram dinheiro no mercado de transferências na última década.
O elenco também conta com ativos valorizados. Kevin Viveros está entre os mais valiosos do Brasileirão, segundo o Transfermarkt, enquanto Arthur Dias ganhou projeção internacional e chegou à seleção brasileira.
Dívida da Arena da Baixada cabe no orçamento
A projeção de receita aparece em meio à discussão sobre a dívida da Arena da Baixada. Na avaliação de Pereira, o compromisso está equacionado e não representa uma ameaça à operação financeira do Athletico-PR.
Luiz Fernando Casagrande Pereira afirmou ainda que o clube possui patrimônio líquido próximo de R$ 1 bilhão e classificou o endividamento do Furacão como um dos menores entre os clubes do futebol brasileiro.
Athletico-PR já pagou R$ 241,3 milhões
Segundo Luiz Fernando Casagrande Pereira, o Athletico-PR já desembolsou R$ 241,3 milhões no processo relacionado à Arena, incluindo pagamentos e honorários. O acordo prevê 15 parcelas anuais, com valores que diminuem ao longo do período.
Ainda de acordo com o advogado, as parcelas vencidas desde a formalização do novo acordo foram pagas em dia. A estrutura financeira também utiliza o potencial construtivo como parte do pagamento feito pelo clube.
Do valor de aproximadamente R$ 62 milhões previsto anualmente, cerca de R$ 20 milhões estão relacionados a esse mecanismo. A composição permite ao clube distribuir o compromisso entre diferentes fontes de recursos.
Naming rights pode mudar cenário
Mesmo com a avaliação de que a dívida está sob controle, o Athletico-PR busca alternativas para acelerar a solução financeira envolvendo o estádio. Um novo acordo de naming rights aparece como uma das possibilidades estudadas para gerar recursos.
O clube também espera receber entre R$ 26 milhões e R$ 27 milhões relacionados à disputa judicial envolvendo o antigo contrato comercial da Arena. Segundo Luiz Fernando Casagrande Pereira, esse dinheiro poderia ajudar no pagamento da parcela prevista para 2027.
A projeção de R$ 700 milhões coloca o Athletico-PR diante de um patamar financeiro relevante para 2026. O número, entretanto, ainda precisa ser confirmado pelo balanço oficial e não altera, por enquanto, a estrutura de pagamentos definida para a Arena da Baixada.