Jogadores do Atlético-MG protestaram contra atrasos salariais treinando com bolsos para fora em 7 de julho; o clube quitou dívidas no dia 15 após reuniões com o elenco.
A crise que envolve a situação financeira do Atlético-MG ganhou tons dramáticos na última terça-feira, 22, quando o atacante Rony acionou o clube na Justiça do Trabalho, alegou atraso no pagamento de valores de salários e encargos atrasados, e pediu a rescisão unilateral do contrato. O caso do camisa 33 foi resolvido internamente, mas destacou a insatisfação do elenco alvinegro, que, no início de julho, fez um protesto durante uma sessão de treinamento para cobrar os atrasos.
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Nas imagens divulgadas pelo próprio clube, é possível ver os jogadores com os bolsos do shorts virados para fora -- a cena aconteceu durante os treinos da manhã de 7 de julho.
Em entrevista a Os Donos da Bola, da Band Minas, o diretor executivo de futebol do Galo, Paulo Bracks, confirmou o protesto e revelou que a diretoria do clube mineiro teve uma reunião com o elenco após o caso. O protesto foi destacado inicialmente pelo portal Fala Galo.
Na ocasião, o Atlético-MG tinha dois dias de salários atrasados e mais de 15 dias em direitos de imagem. O Galo, então, acertou o pagamento dos atrasos na semana seguinte, no dia 15 de julho.
"De fato aconteceu. Fizemos reunião com os atletas no dia seguinte. Foi oportunidade de mostrar a realidade financeira e a projeção de datas", afirmou Bracks, que também destacou que os jogadores estarão à disposição para o duelo contra o Bucaramanga, pela Copa Sul-Americana, na quinta-feira, 24.
De acordo com a Lei Geral do Esporte, o jogador pode rescindir o contrato de trabalho em caso de atrasos de salários, direito de imagem, FGTS ou recolhimento previdenciário por mais de dois meses.