Dois jogadores estrangeiros do Atlético-MG podem se naturalizar brasileiros

24 set 2026 - 06h48
Resumo
Com a redução gradual do limite de jogadores estrangeiros por partida anunciada pela CBF, que cairá de nove para cinco até 2030, o Atlético-MG busca alternativas para não ser prejudicado. O clube conta com nove atletas de fora do país, mas Tomás Cuello e Alan Franco podem se naturalizar brasileiros. Cuello cumpre o requisito por tempo de residência, enquanto Franco é elegível por ter filhos nascidos no Brasil. Ambos poderiam obter a cidadania e continuar defendendo as seleções de seus países.

Na última segunda-feira (21), a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) anunciou a redução gradual do limite de jogadores estrangeiros relacionados por partida em competições nacionais, o que gera uma leve preocupação no Atlético-MG, que hoje conta com nove atletas nascidos fora do Brasil. No entanto, dois deles podem se naturalizar brasileiros.

Atualmente, a CBF permite que até nove jogadores estrangeiros sejam relacionados para as partidas. Mas, a partir do ano que vem, esse número vai diminuir de um em um, chegando a cinco em 2030. Para não ser prejudicado, o Atlético-MG possui dois estrangeiros em seu elenco atual que podem se naturalizar brasileiros: Tomás Cuello e Alan Franco.

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Tomás Cuello está no Brasil desde maio de 2020, quando chegou para defender o Red Bull Bragantino. Como vive em solo brasileiro há mais de seis anos, o atacante poderia se naturalizar brasileiro. Vale ressaltar que, caso queira seguir adiante com o processo, o jogador não estaria impedido de defender a seleção argentina.

Foto: Gávea News

Tomás Cuello pelo Atlético (Foto: Pedro Souza/Atlético)

Alan Franco também chegou ao Atlético-MG em 2020, mas foi emprestado duas vezes antes de ser reintegrado ao elenco em 2023. Portanto, o volante soma três anos e quase três meses de residência no Brasil. Considerando apenas esse período, o jogador não conseguiria se naturalizar brasileiro.

No entanto, Alan teve dois filhos que nasceram em Belo Horizonte, o que o ajuda no processo, já que, nesse caso, precisaria de apenas um ano de residência em solo brasileiro. Franco também se encaixa em uma situação semelhante à de Cuello e poderia continuar defendendo a seleção do Equador.

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Foto: Gávea News

Alan Franco pelo Atlético (Foto: Pedro Souza/Atlético)

O que um estrangeiro precisa para se naturalizar brasileiro?

  • Ter capacidade civil (ou seja, em geral, ter mais de 18 anos, a não ser que tenha familiares próximos brasileiros)
  • Ter capacidade de se comunicar em Língua Portuguesa
  • Não possuir condenação penal ou criminal ou provar que está reabilitado
  • Residir no país há pelo menos quatro anos - o tempo fora do país somado não pode ultrapassar um ano dentro desse período (se tiver cônjuge ou filhos brasileiros ou for originário de países de língua portuguesa, como Portugal e Angola, esse prazo cai para um ano; o prazo cai para dois anos caso a pessoa seja uma apátrida reconhecida pelo Governo Brasileiro, tenha prestado ou possa prestar serviço relevante ao país e seja recomendada por sua capacidade profissional, científica ou artística)

Veja todos os estrangeiros do elenco do Atlético:

  • Tomás Cuello (atacante - Argentina)
  • Alan Franco (volante - Equador)
  • Kevin Castaño (volante - Colômbia)
  • Mateo Cassierra (atacante - Colômbia)
  • Alan Minda (atacante - Equador)
  • Angelo Preciado (lateral - Equador)
  • Tomás Perez (volante - Argentina)
  • Mamady Cissé (volante - Guiné)
  • Thiago Borbas (atacante - uruguaio)
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