, Depois de um tempo entalado, com um Atlético desfigurado, sem forma e identidade, nada como uma vitória no clássico, de virada, para dar liga novamente entre o time e o povo preto e branco.
Domingo de superclássico, no terreiro do Galo, com tempo chuvoso, dúvidas, quatro jogos empatados, cobranças por todos os lados e uma carreta pesada emocionalmente. Este sempre foi o cenário mais adequado para a mudança de ar, o momento ideal para descarregar toneladas de pressão. Afinal, na jornada do herói, quase sempre, a transferência de elétrons ocorre num Atlético e Cruzeiro.
No roteiro, cenas intrigantes. O Atlético começou intenso, mas errou num bom momento: gol do Kaio Jorge, artilheiro do Cruzeiro. Na comemoração, o atacante azul bebeu algo suspeito vindo da arquibancada, algo amarelo, talvez um suco de maracujá, sei lá.
Mas o segundo tempo iniciou com o Alvinegro ainda mais aceso. Dudu serviu Bernard e fez a Massa enlouquecer. Tava desenhado. O Galo ia virar o jogo, era só encaixar uma cena perfeita. O roteiro é atleticano. A arquibancada pulsa. As crianças pulam e abraçam seus pais, a conexão está no olhar. O Galo vai virar, Pai.
Numa inversão equivocada do The Flash rival, Franco interceptou, entregou a Scarpa que, esperto, deu a Hulk. Nessa hora, os olhos atleticanos se enchiam. Givanildo entortou Jonathan Jesus num giro esperto, cortou pra dentro e, do espaço da meia-lua, chapou…
Era o roteiro. Tinha que ser ele. Tinha que ser contra o Cruzeiro. E tinha que ser o desafogo. Era a jornada do Galo do Povo, era, literalmente, a jornada do herói. Ele pintou e assinou mais um quadro da arte contemporânea atleticana. Galaaaaaaaçoooo!
Hulk, o Galo gosta de você
O Galo encheu o ar de alegria. Mães em êxtase batiam no peito e beijavam seus filhotes, olhando para o escudo, os jogavam pra cima e dizendo: Hulk Paraíba, nós gostamos de você! O chão vibrava, era o Galosísmico.
O árbitro apitou. O Atlético ganhou no campo, na bola e no grito da Massa que não desacreditou. O ano começou. O Galo voltou e a tomada, acho que religou. O Galo é F#da. Ser Galo basta, hasta!
Galo, som, sol e sal é fundamental!
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