Analistas do UBS BB cortaram o preço-alvo das ações preferenciais da Petrobras para R$40 ante R$42, mas reiteraram recomendação de compra para os papéis, conforme relatório enviado a clientes nesta terça-feira.
"Nossa recomendação de compra é sustentada por níveis sólidos de produção e pela expectativa de que o Brent não caia de forma significativa, o que se traduz em um 'dividend yield' saudável, entre 10-11% (estimado) para 2026", afirmaram.
Tasso Vasconcellos e equipe destacaram que, embora alguns possam argumentar que esse nível de retorno não justificaria a exposição a uma empresa estatal em um mercado emergente, a Petrobras está no patamar mais alto do intervalo de yield de 6%-10% que as equipes do UBS projetam para os pares globais.
Apenas a Shell, segundo o relatório, apresenta um yield semelhante, também em torno de 10%, enquanto as demais grandes petrolíferas negociam entre 7%-9% e os pares de mercados emergentes entre 6%-8%.
"Dessa forma, pode haver um 'downside' limitado nas premissas atuais, embora reconheçamos incertezas em relação ao Brent e riscos mais assimétricos para baixo do que para cima no capex."
No cenário base, os analistas estimam para 2026 um preço do petróleo Brent a US$62 por barril, uma produção de 2,6 milhões de barris por dia e um capex de US$17,5 bilhões.
Vasconcellos e equipe também ressaltaram que a eleição presidencial no Brasil no segundo semestre do ano e a menor flexibilidade da empresa em relação ao capex de curto prazo podem impedir uma reprecificação mais rápida.
"Por esses motivos, neste momento preferimos outras teses de investimento em relação à Petrobras, como Prio."
Na terça-feira, as ações PN da Petrobras fecharam a R$31,14.