Taxas dos DIs sobem com guerra EUA-Irã e varejo no foco

15 abr 2026 - 10h40

As taxas dos ‌DIs (Depósitos Interfinanceiros) sobem nesta manhã de quarta-feira, em especial entre os contratos de prazos mais longos, com investidores reagindo ao noticiário sobre a guerra no Oriente Médio e aos números sobre o varejo brasileiro.

Às 10h22, a taxa do DI para janeiro de 2028 estava em 13,4%, em alta de 2 pontos-base ante ⁠o ajuste de 13,382% da sessão anterior. Na ponta longa da curva, a ‌taxa do DI para janeiro de 2035 marcava 13,51%, com elevação de 7 pontos-base ante 13,444%.

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No mesmo horário, o rendimento do Treasury de dez anos --referência ‌global para decisões de investimento-- subia 1 ‌ponto-base, a 4,27%.

No exterior, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que ⁠a guerra com o Irã pode terminar em breve, sinalizando uma retomada das negociações nos próximos dias.

A expectativa de que os dois países possam voltar a negociar permeava os negócios nesta quarta-feira, ainda que o discurso de Trump siga errático.

Embora a navegação no Estreito de Ormuz permaneça restrita, dando força ao petróleo, ‌Trump afirmou, em entrevista, que a passagem está sendo reaberta e, nas redes ‌sociais, que a China ⁠está "muito feliz por eu ⁠estar abrindo permanentemente o Estreito de Ormuz".

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No Brasil, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ⁠informou que as vendas no varejo ‌subiram 0,6% em fevereiro ante ‌o mês anterior, acelerando em relação ao avanço de 0,4% em janeiro. O resultado ficou abaixo da expectativa em pesquisa da Reuters, de ganho de 1,0%.

Nos últimos dias, ainda que a esperança de um acordo de ⁠paz entre EUA e Irã tenha reduzido os preços do petróleo e do dólar, investidores seguiram reforçando as apostas de que o Banco Central do Brasil não terá espaço para um corte maior da Selic no fim deste mês. Atualmente a taxa básica está ‌em 14,75% ao ano.

Na última segunda-feira -- dado consolidado mais recente -- as opções de Copom negociadas na B3 precificavam 71% de probabilidade de corte de 25 ⁠pontos-base da Selic, contra 14,5% de chance de redução de 50 pontos-base. Em 6 de abril, um dia antes do cessar-fogo entre EUA e Irã ser anunciado, os percentuais eram de 55% e 21,1%, respectivamente.

No noticiário local, destaque ainda para a pesquisa Genial/Quaest sobre a eleição presidencial de outubro.

No primeiro turno, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem 37% das intenções de voto, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL) soma 32%. Bem mais atrás aparecem Ronaldo Caiado (PSD), com 6%, e Romeu Zema (Novo), com 3%, entre outros candidatos. No segundo turno, Flávio tem 42% e Lula soma 40%. A margem de erro é de 2 pontos percentuais.

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Veja como estavam as taxas dos principais contratos de DI às 10h22 desta quarta-feira:

Mês Ticker Taxa Ajuste Variação

(% anterior (p.p.)

a.a.) (% a.a.)

JAN/27 13,98 13,992 -0,012

JAN/28 13,4 13,382 0,018

JAN/29 13,26 13,202 0,058

JAN/30 13,31 13,244 0,066

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JAN/31 13,37 13,299 0,071

JAN/35 13,51 13,444 0,066

(Edição de Isabel Versiani)

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