Taxas dos DIs sobem ajustando-se a Treasuries e petróleo após feriado no Brasil

22 abr 2026 - 16h50

Em meio às incertezas com ‌a guerra no Oriente Médio, as taxas dos DIs fecharam a quarta-feira em alta, ajustando-se ao avanço dos rendimentos dos Treasuries e do petróleo na véspera, quando o mercado brasileiro esteve fechado em função do feriado de Tiradentes.

Com o petróleo novamente acima dos US$100 o barril, no fim da tarde a taxa do DI para janeiro de 2028 estava ⁠em 13,43%, em alta de 12 pontos-base ante o ajuste de 13,315% da sessão anterior. ‌Na ponta longa da curva a termo, a taxa do DI para janeiro de 2035 estava em 13,475%, com elevação de 10 pontos-base ante o ajuste de 13,372%.

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Na terça-feira, ‌com o mercado brasileiro fechado, os rendimentos dos Treasuries ‌e o petróleo subiram, em meio às dúvidas sobre o andamento do cessar-fogo entre ⁠EUA e Irã.

Nesta quarta-feira, as taxas dos DIs se ajustaram em alta a esse cenário, com o petróleo Brent voltando a superar os US$100 o barril, reforçando as preocupações em torno do impacto inflacionário da guerra.

"O cenário da guerra voltou a ficar tenso. O petróleo andou bastante ontem, e hoje ele está subindo também", comentou durante a tarde o economista-chefe ‌do Bmg, Flavio Serrano.

O movimento ocorreu a despeito de o presidente dos EUA, Donald Trump, ‌ter anunciado pelas redes sociais ⁠a extensão do cessar-fogo ⁠com o Irã, embora não estivesse claro se o Teerã ou Israel, o aliado dos EUA na ⁠guerra, concordariam.

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Por sua vez, o Irã capturou dois ‌navios porta-contêineres que tentavam sair ‌do Golfo Pérsico pelo Estreito de Ormuz nesta quarta-feira, depois de disparar contra eles e outra embarcação, nas primeiras apreensões iranianas desde o início da guerra.

No Brasil, as taxas futuras se mantiveram em alta em toda a curva, com o DI para ⁠janeiro de 2035 marcando a máxima de 13,505% (+13 pontos-base) às 13h59.

Na ponta curta da curva, os investidores seguiram consolidando as apostas de que o Banco Central anunciará na próxima semana um corte de apenas 25 pontos-base da Selic, hoje em 14,75% ao ano.

"Os 25 estão quase cravados na curva", comentou Serrano, ‌que em função da guerra espera um corte dessa magnitude na próxima semana e também na reunião seguinte do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC, em junho.

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Na segunda-feira pré-feriado -- ⁠dado consolidado mais recente -- as opções de Copom negociadas na B3 precificavam 79,5% de probabilidade de corte de 25 pontos-base, contra 11% de chance de redução de 50 pontos-base. Em 6 de abril, um dia antes de EUA e Irã fecharem o cessar-fogo de duas semanas, agora prorrogado, os percentuais eram de 55% e 21,1%, respectivamente.

No mercado norte-americano de títulos, após o avanço da véspera os rendimentos de curto prazo mostravam altas leves neste fim de tarde. Às 16h36, o rendimento do Treasury de dois anos -- que reflete apostas para os rumos das taxas de juros de curto prazo -- tinha alta de 2 pontos-base, a 3,794%. Já o retorno do papel de dez anos -- referência global para decisões de investimento -- mostrava estabilidade, a 4,296%.

Veja como estavam as taxas dos principais contratos de DI no fim da tarde desta quarta-feira:

Mês Ticker Taxa Ajuste Variação

(% anterior (p.p.)

a.a.) (% a.a.)

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JAN/27 13,99 13,937 0,053

JAN/28 13,43 13,315 0,115

JAN/29 13,27 13,168 0,102

JAN/30 13,315 13,207 0,108

JAN/31 13,365 13,261 0,104

JAN/35 13,475 13,372 0,103

(Edição de Isabel Versiani)

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