Quem foi o autor do fim da escala 6x1

Iniciativa popular surgiu nas redes sociais antes de tramitar na Câmara dos Deputados e no Senado

15 out 2026 - 11h20
(atualizado às 11h23)
Resumo
O Senado aprovou a PEC que institui dois dias de descanso semanal remunerado, proposta nascida com Rick Azevedo e formalizada pela deputada Erika Hilton, já tendo sido encaminhada para promulgação.

O Senado Federal aprovou a proposta que extingue o modelo de seis dias de trabalho por um de folga e estabelece dois dias semanais de repouso remunerado aos trabalhadores brasileiros. Decretada na noite desta quinta-feira, 14, a medida segue para promulgação pelas mesas diretoras do Congresso Nacional.

Rick Azevedo, eleito deputado federal em 2026 pelo Rio de Janeiro
Rick Azevedo, eleito deputado federal em 2026 pelo Rio de Janeiro
Foto: Rick Azevedo via Instagram/Reprodução / Estadão

Para que a PEC fosse aprovada, eram necessários pelo menos 49 votos. A contagem oficial registrou 75 votos favoráveis e apenas 1 contrário. 

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Como os senadores aprovaram a mesma versão da PEC que veio da Câmara, a emenda pode ser promulgada pelo Congresso Nacional sem sanção presidencial.

Quem criou a proposta?

A proposta do fim da escala 6x1 nasceu com Rick Azevedo, criador do movimento Vida Além do Trabalho e recém-eleito deputado federal pelo Rio de Janeiro.

Aos 32 anos, ele ficou conhecido após viralizar na internet ao lutar pelo fim da escala 6x1. Ex-auxiliar de serviços gerais e balconista de farmácia, ele usou as redes sociais para celebrar a aprovação da mudança no Senado nesta quarta-feira (14).

“Há três anos, um balconista de farmácia deu um grito de socorro em uma rede social. Hoje o grito é de vitória. Vitória de cada trabalhador que se cansou de abrir mão da própria vida pra sustentar um regime de escravidão”, disse ele. 

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Como a proposta virou PEC?

A demanda de Azevedo ganhou formato institucional na Câmara dos Deputados, com a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP), titular da autoria da Proposta de Emenda à Constituição (PEC).

O texto inicial pretendia alterar a Consolidação das Leis do Trabalho de 1943 para reduzir o limite semanal de 44 para 36 horas, abrindo espaço para a jornada de quatro dias de trabalho por três de descanso.

Para viabilizar a tramitação formal perante a Mesa Diretora, a proposição reuniu 234 assinaturas de deputados federais, superando o piso regimental de 171 apoios no protocolo de 25 de fevereiro de 2025.

Erika Hilton comemora aprovação do fim da escala 6x1: 'Ficará marcado na história'
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Como a autoria se divide no Congresso?

A tramitação legislativa reuniu diferentes apoios partidários durante a análise interna. O deputado federal Reginaldo Lopes (PT-MG) atuou como primeiro signatário do texto levado a debate no plenário.

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A bancada do Partido dos Trabalhadores (PT) ofereceu a maior bancada de apoio inicial, registrando 68 adesões formais durante a fase preliminar de coleta na Casa Baixa.

Qual texto seguiu para deliberação final?

A redação negociada estabeleceu o limite de 40 horas semanais e assegurou dois dias de descanso para contratos celetistas.

A conclusão do processo ocorreu no plenário do Senado em 14 de outubro de 2026, com placar de 75 a 1, registrando oposição solitária do senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS).

Texto gerado com ajuda de Inteligência Artificial e editado pelo nosso time de jornalistas.
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