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Polícia de SP indicia dois representantes do Goldman Sachs em caso Oncoclínicas

10 ago 2026 - 18h02

A ‌Polícia Civil de São Paulo indiciou dois representantes do Goldman Sachs em um caso em que acionistas minoritários da Oncoclínicas cobram uma realização de oferta pública por ⁠ações da empresa, segundo despacho da ‌autoridade policial visto nesta segunda-feira pela Reuters.

Segundo a polícia, os dois representantes ‌do Goldman Sachs teriam "participação ‌consciente" em um expediente empregado para ⁠induzir a Oncoclínicas, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a bolsa B3 e o mercado a um erro, "conferindo aparência de legitimidade à falsa reconstrução da estrutura societária ‌da companhia".

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Eles foram indiciados nos artigos do ‌Código Penal ⁠que tratam ⁠de estelionato e fraude.

"Os elementos informativos reunidos indicam ⁠que a ‌versão apresentada somente ‌surgiu quando a reorganização societária poderia desencadear a obrigação de realização da OPA, revelando-se incompatível com as informações ⁠anteriormente prestadas pelo próprio Goldman Sachs ao mercado", afirma o documento do inquérito aberto em 2025 em São Paulo.

Segundo o texto do ‌indiciamento, as informações foram usadas para "convencer a Oncoclínicas, a CVM, a B3 e ⁠os acionistas de que a oferta pública não era devida, impedindo sua realização e permitindo a manutenção de participação superior ao limite estatutário sem o correspondente desembolso financeiro, em prejuízo dos acionistas minoritários".

Representantes do Goldman Sachs e da Oncoclínicas não puderam comentar o assunto de imediato. Procurada, a Latache, maior acionista da Oncoclínicas, não comentou.

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