Polícia de SP indicia dois representantes do Goldman Sachs em caso Oncoclínicas

10 ago 2026 - 18h02
(atualizado às 20h32)

A Polícia ‌Civil de São Paulo indiciou dois representantes do Goldman Sachs em um caso em que acionistas minoritários da Oncoclínicas cobram a realização de oferta pública por ações da empresa, segundo ⁠despacho da autoridade policial visto nesta segunda-feira ‌pela Reuters.

Segundo a polícia, os dois representantes do Goldman Sachs teriam "participação consciente" em um ‌expediente empregado para induzir a ‌Oncoclínicas, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), ⁠a bolsa B3 e o mercado a um erro, "conferindo aparência de legitimidade à falsa reconstrução da estrutura societária da companhia".

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Procurado pela Reuters, o Goldman Sachs afirmou que as alegações não ‌têm fundamento. "Continuamos acreditando que agimos de forma ‌adequada", afirmou em ⁠nota.

Procurada, a ⁠Oncoclínicas disse que não iria se manifestar por estar ⁠em período de ‌silêncio. A Latache, ‌maior acionista da Oncoclínicas, também não comentou.

Os representantes do Goldman foram indiciados nos artigos do Código Penal que tratam de estelionato ⁠e fraude.

"Os elementos informativos reunidos indicam que a versão apresentada somente surgiu quando a reorganização societária poderia desencadear a obrigação de realização da OPA, ‌revelando-se incompatível com as informações anteriormente prestadas pelo próprio Goldman Sachs ao mercado", afirma o ⁠documento do inquérito aberto em 2025 em São Paulo.

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Segundo o texto do indiciamento, as informações foram usadas para "convencer a Oncoclínicas, a CVM, a B3 e os acionistas de que a oferta pública não era devida, impedindo sua realização e permitindo a manutenção de participação superior ao limite estatutário sem o correspondente desembolso financeiro, em prejuízo dos acionistas minoritários".

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