Petróleo sobe após relato de que navio de guerra dos EUA foi atingido por mísseis

4 mai 2026 - 08h57

Os preços do petróleo ‌subiam nesta segunda-feira, depois que a agência de notícias iraniana Fars relatou um incidente com um navio de guerra dos EUA no Estreito de Ormuz, gerando preocupações sobre uma interrupção prolongada na rota crucial para o trânsito de petróleo.

Os preços futuros do petróleo Brent subiam US$3,74, ou ⁠3,46%, para US$111,88 por barril, às 8h25 (horário de Brasília), depois de terem ‌caído US$2,23 na sexta-feira. O petróleo norte-americano West Texas Intermediate (WTI) ganhava US$3,43, ou 3,36%, a US$105,36 por barril, após uma perda de US$3,13 ‌na sexta-feira.

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Um navio de guerra dos EUA ‌que pretendia passar pelo Estreito de Ormuz foi obrigado a ⁠recuar após ignorar um aviso do Irã, informou a Fars na segunda-feira, citando fontes locais, acrescentando que dois mísseis atingiram o navio quando ele navegava perto de Jask.

A Marinha do Irã também disse que impediu a entrada de navios de guerra dos EUA na área do Estreito de ‌Ormuz.

A Reuters não conseguiu verificar os relatos de forma independente.

Não houve resposta ‌imediata dos Estados Unidos, ⁠mas a Axios ⁠citou uma autoridade sênior dos EUA negando que um navio norte-americano tenha sido atingido.

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Os ⁠preços do petróleo já estavam ‌sendo negociados em alta durante ‌a sessão devido às contínuas interrupções no fornecimento da commodity pelo estreito.

"A trajetória dos preços segue inclinada para o lado positivo enquanto os fluxos através do estreito permanecerem restritos", disse o analista do ⁠UBS Giovanni Staunovo.

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que o país começaria a se esforçar para ajudar os navios presos no Estreito de Ormuz, mas os preços permaneceram acima de US$100 por barril, sem nenhum acordo de paz à ‌vista e com o transporte marítimo através da hidrovia ainda limitado.

Os militares do Irã, em resposta, alertaram as forças dos EUA nesta segunda-feira ⁠para não entrarem no estreito, acrescentando que suas forças "responderiam duramente" a qualquer ameaça.

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No domingo, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e seus aliados, conhecida como Opep+, disse que aumentaria as metas de produção de petróleo em 188.000 barris por dia em junho para sete membros, marcando o terceiro aumento mensal consecutivo.

O aumento corresponde ao acordado para maio, menos a participação dos Emirados Árabes Unidos, que deixou a Opep em 1º de maio. No entanto, espera-se que os barris adicionais permaneçam em grande parte no papel enquanto a guerra do Irã continuar a interromper o fornecimento de petróleo do Golfo através do Estreito de Ormuz.

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