O número de norte-americanos que ‌entraram com novos pedidos de auxílio-desemprego caiu na semana passada, o que pode ajudar a amenizar os temores de uma deterioração do mercado de trabalho após declínio inesperado no nível de emprego em fevereiro.

Os ⁠pedidos iniciais de auxílio-desemprego caíram em 1.000 na semana ‌encerrada em 7 de março, para 213.000 em dado com ajuste sazonal, informou o Departamento do ‌Trabalho nesta quinta-feira. Economistas consultados ‌pela Reuters previam 215.000 pedidos para a última ⁠semana.

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Os pedidos têm se mantido em uma faixa de 199.000 a 232.000 este ano, em meio a baixas demissões. Eles permanecem em níveis compatíveis com um mercado de trabalho estável. O governo informou na ‌semana passada que foram fechadas 92.000 vagas de emprego ‌fora do setor ⁠agrícola em ⁠fevereiro, a sexta queda desde janeiro de 2025 e a ⁠segunda maior.

A redução foi ‌atribuída ao inverno ‌rigoroso, a uma greve dos trabalhadores do setor de saúde e ao ajuste após abertura forte em janeiro, bem como a uma hesitação geral das ⁠empresas em aumentar o número de funcionários devido à incerteza das tarifas de importação e à integração da inteligência artificial em algumas funções de trabalho.

A Suprema Corte dos ‌Estados Unidos derrubou as tarifas do presidente Donald Trump, que ele adotou com base em uma lei destinada ⁠a ser usada em emergências nacionais. Mas Trump respondeu à decisão impondo uma tarifa global de 10%, que, segundo ele, aumentará para 15%.

A guerra entre os EUA e Israel contra o Irã, que aumentou os preços do petróleo e da gasolina, representa um risco negativo para o mercado de trabalho, segundo economistas. A alta dos preços da gasolina e a volatilidade do mercado de ações devem pesar sobre os gastos dos consumidores e reduzir a demanda por trabalhadores.

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