Com a corrida presidencial encaminhada para o segundo turno, o mercado passa a acompanhar mais de perto as articulações políticas e seus possíveis efeitos sobre juros, câmbio e Bolsa. Entre os temas que ganham espaço no Congresso está uma das principais bandeiras da campanha de Lula para a nova etapa da disputa: a redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6×1.
O resultado do primeiro turno das eleições segue no centro das atenções dos investidores nesta terça-feira (6), após uma reação histórica dos ativos brasileiros. O Ibovespa saltou 7,7% na segunda-feira, maior alta de sua história, depois de alcançar avanço de 9,1% e atingir 209.606 pontos. No câmbio, o dólar comercial chegou a R$ 4,95 na mínima, contra R$ 5,21 no fechamento anterior.
A forte queda dos juros futuros foi determinante para o movimento. A redução das taxas, que refletem as expectativas para a Selic e a inflação, beneficiou principalmente varejistas, bancos e empresas ligadas ao mercado de capitais. A volatilidade chegou ao mercado de títulos públicos: o Tesouro Nacional suspendeu temporariamente as negociações no Tesouro Direto.
Com a corrida presidencial encaminhada para o segundo turno, o mercado passa a acompanhar mais de perto as articulações políticas e seus possíveis efeitos sobre juros, câmbio e Bolsa. Entre os temas que ganham espaço no Congresso está uma das principais bandeiras da campanha de Lula para a nova etapa da disputa: a redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6×1. Para avançar, o texto precisa obter 49 votos em cada um dos dois turnos, o equivalente a três quintos dos 81 senadores.
O desenho da votação também pode definir a velocidade da tramitação. Caso o Senado mantenha o texto e aprove a PEC sem mudanças, a proposta poderá ser promulgada diretamente pelo Congresso, sem sanção presidencial.
No cenário internacional, o dia começou em tom positivo, com os índices futuros de Nova York avançando após o Nasdaq Composite fechar na véspera em nível recorde. Entre os principais eventos para os mercados estão os discursos de dirigentes do Federal Reserve, os números da balança comercial americana e os desdobramentos das tensões no Oriente Médio.
No mercado de commodities, o petróleo mantém trajetória de baixa pelo terceiro pregão consecutivo. O Brent opera abaixo de US$ 100 por barril, em meio à redução das preocupações imediatas com a oferta, após dados de rastreamento de navios indicarem forte aumento das exportações do Oriente Médio, aproximando os volumes dos níveis registrados antes da guerra.
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