Nova tensão no Oriente Médio impulsiona petróleo e amplia aversão ao risco

Trump minimizou os bombardeios e disse que a ofensiva não violou o cessar-fogo

8 mai 2026 - 10h10
Resumo
Na véspera, forças americanas bombardearam instalações militares iranianas após ataques contra embarcações dos EUA que transitavam pelo Golfo. Em resposta, autoridades iranianas acusaram Washington de violar o cessar-fogo ao atingir um petroleiro iraniano que seguia em direção ao Estreito de Ormuz, rota responsável por parcela significativa do fluxo global de petróleo. 
Donald Trump anunciou prorrogação de cessar-fogo
Donald Trump anunciou prorrogação de cessar-fogo
Foto: Tasos Katopodis / Getty Images

Esta sexta-feira (8) começa sob uma nova escalada das tensões no Oriente Médio, após ataques entre Estados Unidos e Irã ampliarem a instabilidade na região do Golfo. Em entrevista à emissora americana ABC News, o presidente dos EUA, Donald Trump, minimizou os bombardeios retaliatórios iranianos e afirmou que a ofensiva não representa uma violação do cessar-fogo. 

Na véspera, forças americanas bombardearam instalações militares iranianas após ataques contra embarcações dos EUA que transitavam pelo Golfo. Em resposta, autoridades iranianas acusaram Washington de violar o cessar-fogo ao atingir um petroleiro iraniano que seguia em direção ao Estreito de Ormuz, rota responsável por parcela significativa do fluxo global de petróleo. 

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A crise mantém o mercado de energia em alerta. Após recuarem na quinta-feira, os preços do petróleo voltaram a subir nesta sexta-feira. O barril do Brent, referência global da commodity, voltou a ser negociado acima de US$ 100, refletindo o temor de interrupções prolongadas na oferta global de petróleo, e o WTI/junho recua 0,33%, a US$ 94,50.

Diante da nova escalada, o mercado global reverte ganhos com nova alta do petróleo: As bolsas da Europa recuam, pressionadas pela escalada das tensões entre EUA e Irã, que reforça preocupações com inflação e crescimento econômico na região. Já na Ásia, os mercados encerraram a semana majoritariamente em queda, pressionados pela retomada das tensões entre EUA e Irã, que reduziu as expectativas por um acordo de paz. 

Antes da abertura dos mercados de Nova York, os índices futuros de Wall Street abriram em alta na expectativa pelo payroll de abril, principal indicador do mercado de trabalho americano. 

No Brasil, repercute a reunião entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump nesta quinta-feira (7). Em uma reunião de três horas na Casa Branca, os presidentes buscaram reposicionar a relação entre Brasil e EUA em meio a disputas comerciais e à corrida global por minerais estratégicos.

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O principal avanço concreto do encontro foi a decisão de estender por 30 dias as negociações bilaterais para eliminar tarifas ainda aplicadas a produtos brasileiros. A proposta partiu de Lula, que defendeu mais tempo para que as equipes técnicas dos dois países construam uma solução definitiva para o impasse comercial.

Após o encontro, em entrevista na embaixada brasileira, Lula afirmou que o Brasil está aberto a parcerias internacionais no setor mineral, mas ressaltou que o país não pretende atuar apenas como exportador de matéria-prima sem agregação de valor. 

No cenário corporativo, a temporada de balanços também movimenta os negócios nesta sexta-feira. A Embraer divulga resultados antes da abertura do mercado, enquanto Copasa e Fertilizantes Heringer publicam seus números após o fechamento. 

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