Oferecimento

Ministério das Finanças do Japão alerta contra financiamento de aumento dos gastos com defesa com novas dívidas

5 nov 2026 - 08h12
Resumo
O Ministério das Finanças do Japão alertou que o planejado aumento dos gastos com defesa não deve ser financiado pela emissão de novas dívidas. Sob pressão dos Estados Unidos para elevar o orçamento militar a 3,5% do PIB, o governo estuda quase dobrar os investimentos para até 80 trilhões de ienes entre 2027 e 2031. Sem uma definição oficial sobre as fontes de recursos, a alta de impostos sobre empresas surge como uma das principais alternativas em avaliação.

O Ministério ‌das Finanças do Japão afirmou nesta quinta-feira que qualquer aumento nos gastos com defesa não deve ser financiado por meio de novas emissões de ⁠títulos públicos, enquanto o governo se ‌prepara para revisar sua estratégia e seus planos de gastos para os ‌próximos cinco anos.

O ‌ministério fez esse alerta em uma ⁠reunião do Conselho do Sistema Fiscal, um órgão consultivo sobre política fiscal, informou uma autoridade do ministério.

Publicidade

O governo está avaliando um plano de reforço ‌da defesa de 70 trilhões a ‌80 trilhões ⁠de ienes (US$443 ⁠bilhões a US$507 bilhões) para os anos fiscais ⁠de ‌2027 a 2031, ‌quase o dobro do atual programa quinquenal de cerca de 43 trilhões de ienes, segundo fontes.

O Japão ⁠vem sofrendo pressão dos Estados Unidos para aumentar seus gastos com defesa para 3,5% do Produto Interno Bruto, o que, ‌segundo Washington, deveria ser um padrão global para seus aliados.

O Japão ainda ⁠não decidiu sobre meios específicos para financiar um possível aumento nos gastos com defesa, afirmou a ministra das Finanças, Satsuki Katayama, no mês passado.

A mídia local informou que um novo aumento do imposto sobre as empresas surgiu dentro do governo como uma possível fonte de financiamento para a expansão planejada do orçamento de defesa.

Publicidade
Reuters - Esta publicação inclusive informação e dados são de propriedade intelectual de Reuters. Fica expresamente proibido seu uso ou de seu nome sem a prévia autorização de Reuters. Todos os direitos reservados.
TAGS
Curtiu? Fique por dentro das principais notícias através do nosso ZAP
Inscreva-se