O Ministério das Finanças do Japão alertou que o planejado aumento dos gastos com defesa não deve ser financiado pela emissão de novas dívidas. Sob pressão dos Estados Unidos para elevar o orçamento militar a 3,5% do PIB, o governo estuda quase dobrar os investimentos para até 80 trilhões de ienes entre 2027 e 2031. Sem uma definição oficial sobre as fontes de recursos, a alta de impostos sobre empresas surge como uma das principais alternativas em avaliação.
O Ministério das Finanças do Japão afirmou nesta quinta-feira que qualquer aumento nos gastos com defesa não deve ser financiado por meio de novas emissões de títulos públicos, enquanto o governo se prepara para revisar sua estratégia e seus planos de gastos para os próximos cinco anos.
O ministério fez esse alerta em uma reunião do Conselho do Sistema Fiscal, um órgão consultivo sobre política fiscal, informou uma autoridade do ministério.
O governo está avaliando um plano de reforço da defesa de 70 trilhões a 80 trilhões de ienes (US$443 bilhões a US$507 bilhões) para os anos fiscais de 2027 a 2031, quase o dobro do atual programa quinquenal de cerca de 43 trilhões de ienes, segundo fontes.
O Japão vem sofrendo pressão dos Estados Unidos para aumentar seus gastos com defesa para 3,5% do Produto Interno Bruto, o que, segundo Washington, deveria ser um padrão global para seus aliados.
O Japão ainda não decidiu sobre meios específicos para financiar um possível aumento nos gastos com defesa, afirmou a ministra das Finanças, Satsuki Katayama, no mês passado.
A mídia local informou que um novo aumento do imposto sobre as empresas surgiu dentro do governo como uma possível fonte de financiamento para a expansão planejada do orçamento de defesa.