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Minério de ferro sobe após queda nos estoques, mas fecha semana com perda

23 out 2026 - 08h11
Resumo
Os futuros do minério de ferro subiram nesta sexta-feira com a queda dos estoques nos portos chineses e menores exportações do Brasil e da Austrália. Apesar da alta pontual em Dalian e Cingapura, a commodity acumulou a sétima perda semanal seguida. O cenário reflete a fraqueza persistente no setor imobiliário da China, a queda no consumo e na produção de aço por siderúrgicas que operam no prejuízo, além da perspectiva de aumento da oferta global, mantendo a pressão sobre os preços.

Os contratos ‌futuros de minério de ferro subiram nesta sexta-feira, impulsionados pela redução dos estoques nos portos chineses, embora o contrato tenha registrado a sétima perda consecutiva em base semanal, conforme operadores de mercado avaliavam a fraca demanda global.

O ⁠contrato de minério de ferro para janeiro mais negociado na ‌Bolsa de Mercadorias de Dalian (DCE) da China foi negociado com alta de 0,6%, a 675 iuanes (US$101,17) por tonelada. ‌Na semana, o contrato registrou ‌queda de 0,45%.

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Já a referência de minério de ferro ⁠para novembro na Bolsa de Cingapura subia 0,91%, a US$90,7 por tonelada, nesta sexta-feira.

A redução nas exportações da Austrália e do Brasil, combinada com uma demanda constante por parte das siderúrgicas, impulsionou a redução dos estoques nesta ‌semana, embora as quedas na oferta relacionadas às condições climáticas ‌pareçam temporárias, com a ⁠produção no ⁠Brasil e na África prevista para melhorar e aumentar a oferta, ⁠afirmaram analistas da ANZ ‌Research em nota.

Os estoques ‌de minério de ferro nos principais portos chineses caíram 0,54% em relação à semana anterior, para 152,23 milhões de toneladas, segundo dados da consultoria Steelhome.

A fraqueza ⁠persistente no setor imobiliário da China continua a pesar sobre a demanda final, enquanto a produção de aço continuou caindo, mesmo com uma melhora marginal nas margens de lucro, afirmaram os analistas ‌do ANZ.

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As siderúrgicas continuaram operando com prejuízo, mantendo as compras apenas quando necessário e pressionando por preços mais baixos, ⁠afirmaram analistas da Shanghai Metals Market (SMM).

O consumo semanal de aço caiu para 8,24 milhões de toneladas, com queda tanto no consumo de materiais de construção quanto no de chapas de aço, segundo dados da consultoria Mysteel.

A demanda aparente por vergalhões caiu para 2,01 milhões de toneladas, o nível mais baixo em quase quatro anos, segundo os dados da Mysteel.

A redução dos estoques de finos nos portos ofereceu algum suporte aos preços, mas a oferta internacional não mostrou sinais de contração, afirmaram os analistas da SMM.

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